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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Podcast inclusivo: um mundo cheio de possibilidades

Descrição para cegos: ilustração que está escrita "Mundo Podcast". Fonte: Mundo Podcast

Por Maria Ricarte
De acordo com uma pesquisa feita em 2016 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil existem 45 milhões de Pessoas com Deficiência (PCDs), ou seja, quase 24% da população brasileira possui algum tipo de deficiência - seja ela física, visual, auditiva, mental ou múltipla. Dentre esses tipos de deficiências que atingem a população, a mais comum entre os brasileiros é a visual, que chegou a atingir 35,8 milhões de pessoas em 2010. Dito isso, a necessidade de medidas institucionais para amparar e inserir essa parcela da população é altamente importante para que haja uma equidade de oportunidade entre os PCDs e a população que não possui nenhum tipo de deficiência.
Essa realidade, determinou a existência de  um programa que pudesse conversar com a sociedade sobre a questão da acessibilidade e da realidade dos indivíduos que possuem deficiência visual. Assim surgiu o Podcast Papo Acessível, criado por Fernando Scalabrini que conta com a ajuda de José Luiz Braga e Renata Rodrigues Fonseca . A finalidade do programa é conversar informalmente sobre tecnologia, internet, vida diária, fazer entrevistas e levar entretenimento com bom humor aos deficientes visuais.


Acesse o Link do Podcast Papo Acessível, para poder se informar e conhecer mais sobre essa realidade que atinge uma grande parcela de brasileiros:

sábado, 3 de novembro de 2018

Educação inclusiva: um modelo de ensino lúdico e dinâmico


Descrição para cegos: Professor Marcelo em pé ao lado do mapa interativo. Foto por: Reprodução/Tv Globo

Por Maria Ricarte

A inclusão vai além da possibilidade de inserir pessoas com deficiências no convívio comum, é  a mudança no pensamento e no comportamento dos indivíduos e em suas atitudes perante as pessoas com deficiência. É, além de tudo,  ter o processo de inclusão como algo natural, normal para todos e não algo forçado. O processo de inclusão se inicia ao inserir o deficiente visual na escola, sendo este um ambiente comum para todos, em que possibilita a este aluno uma autonomia, deixando-o capaz de tomar decisões e cuidar de si, sendo uma pessoa independente com capacidade de frequentar lugares comuns e de se relacionar com a sociedade.

Neste contexto, é possível perceber que as instituições de ensino e os seus profissionais são de suma importância para a educação inclusiva de qualidade e para que haja o desenvolvimento cognitivo das crianças com deficiência visual, o que é parte fundamental para a mudança no preconceito existente na sociedade, uma vez que é através das crianças de hoje que se tem o adulto de amanhã.
Dito isso, o pernambucano Marcelo Miranda, professor de Geografia do Instituto Federal de Educação (IFPE) teve a ideia de criar mapas com textura física para ajudar no aprendizado de deficientes visuais. A novidade desses mapas consiste em ter partes cobertas com um material diferente, para que as pessoas que não enxergam conheçam e entendam o lugar onde vivem, consequentemente facilitando o ensino e o aprendizado desses estudantes que terão uma noção maior do que estão aprendendo.

Acesse o link da matéria  publicada no G1 - portal da Rede Globo - dia 15 de Outubro de 2018 e obtenha mais informações sobre o projeto que facilita a vida de muitos estudantes com deficiência visual:


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Verônica González Donet, âncora de TV e cega

Descrição para cegos: foto da jornalista Verônica Donet na 
bancada do telejornal. Ela sorri para a câmera enquanto, 
com as mãos, lê o texto  em Braille. Atrás dela vê-se o 
cenário, com  imagens de uma cidade. 
Se você gosta de conhecer exemplos de pessoas que superam expectativas e ultrapassam barreiras mostrando sua capacidade profissional acima de qualquer deficiência, veja a história de Verônica González, jornalista da televisão estatal da Argentina. Ganhadora de prêmios na área de comunicação, participa de eventos na condição de palestrante, inclusive do Fórum Social sobre Deficiência e Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça. Além disso, realizou, através da Fundação Telefônica, miniprogramas de rádio com o objetivo de aumentar a conscientização pública sobre a forma como a mídia mostra as pessoas com deficiência. Saiba mais. (William Veras)

sábado, 13 de agosto de 2016

Agosto das Letras teve seminário de leitura e acessibilidade

Descrição para cegos: foto mostra a professora
Joana Belarmino na mesa do debate.

Por William Veras


O Espaço Cultural José Lins do Rego recebeu na última quinta-feira o I Seminário Sobre Acessibilidade ao Livro e à Leitura, que objetivou levantar discussões sobre os mecanismos de acesso à leitura em todos os formatos, bem como o debate sobre o acesso das pessoas com deficiência visual a determinados materiais, que muitas vezes sofrem interferências por causa de problemas relacionados a direitos autorais, falta de compromisso do mercado editorial em produzir livros acessíveis para todos, dentre outros assuntos.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Há mais do que seu olho pode ver

Descrição para cegos: foto de um olho feminino.


Por Amanda Galdino

Com o passar dos anos eu aprendi que o ver é relativo. As pessoas podem ver umas às outras, mas não se enxergam de verdade. Elas não compreendem a importância de tomar um tempo para si e realmente observar o mundo ao seu redor.
Eu posso sentir o cheiro das flores frescas. Posso ouvir o som da água do rio correndo e a risada das crianças que brincam no parque. Sinto a brisa leve percorrer os meus braços. E tudo é muito intenso.
Eu sou capaz de sentir tudo ao meu redor. Os sentimentos, as emoções, as dores, os sonhos. A realidade me é muito mais palpável.
Eu posso não ser capaz de ver as cores, não conseguir olhar o céu, ou enxergar o meu reflexo nos olhos daqueles que amo, mas eu sou capaz de sentir cada parte disso dentro do meu ser. Porque a vida me ensinou que a visão é muito mais do que a habilidade de ver, é a sensibilidade de entender o que é visto.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Análise de redes sociais aponta pontos positivos e negativos em matéria de inclusão

Descrição para cegos: a imagem mostra o desenho da silhueta de um homem sentado, mexendo num notebook que está em cima de uma mesa. Ao fundo, várias logos de redes sociais são distribuídas em uma balão cinza, como Blogger, YouTube, Facebook, Google, Twitter, Flicker, Wordpress, Apple, Linkedin, entre outros.
Sabe-se que a internet dispõe de um amplo acervo de conteúdos que informam e entretêm, mas que também possibilita interações sociais. Com o surgimento de tecnologias inclusivas (como os leitores de tela e teclados em Braille, por exemplo), pessoas com deficiência passaram a desfrutar da acessibilidade na web. No entanto, muito ainda é necessário para que a inclusão seja mais efetiva. A pedagoga Luciane Barbosa, que defende mais acessibilidade na programação de páginas da web, analisou a experiência proporcionada por algumas redes sociais a pessoas portadoras de deficiência visual. A conclusão é de que muitas páginas ainda são construídas sem visar a inclusão. Leia reportagem sobre o assunto publicada no Portal EBC. (Marília Araújo)