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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Obstáculos à cidadania

Descrição para cegos: imagem de multa moral aplicada em veículo estacionado indevidamente em vaga destinada a deficientes.
Por Nayla Georgia
Renata Torres
Tiago Bernardino

Cerca de 45 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência. Apesar dos direitos a inclusão e acessibilidade serem garantidos pela Constituição Federal, na prática, esse direito continua a ser negado. No dia a dia é possível encontrar obstáculos que para muitos podem ser insignificantes, mas para quem tem alguma deficiência são excludentes. Nesta galeria de fotos, são retratados alguns dos obstáculos encontrados por pessoas com deficiência em sua busca cotidiana por autonomia e acesso a seus direitos.

sábado, 1 de julho de 2017

O que [não] fazer ao projetar para acessibilidade

Descrição para cegos: ilustração sobre acessibilidade que traz ícones que representam grupos contemplados: autistas, deficientes auditivos, disléxicos, baixa visão, deficientes físicos, leitores de tela. Traz mensagem afirmando que “Home Office, Data and Technology tem o objetivo de criar serviços excepcionais para todos. Compreender a acessibilidade significa que podemos construir serviços que funcionam para todos, independentemente da necessidade de seu acesso.” Em seguida convida interessado a enviar mensagem para access@digital.homeoffice.gov.uk para se envolver e ajudar a tornar os serviços do Home Office acessíveis por padrão.”

Por Gustavo Freire

        O internauta Marcelo Sales, ao fazer uma busca para compreender mais sobre o espectro autista se deparou com o post “Do’s and Dont’s” no blog de acessibilidade do governo do Reino Unido.
      

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Dia do teatro acessível

Descrição para cegos: a imagem mostra um palco de teatro com cortinas abertas. No centro está a marca do projeto: uma letra “A” maiúscula em forma de um boneco de braços abertos e as frases “Teatro Acessível - Arte, Lazer e Direitos” e “19 de setembro dia nacional teatro acessível (PL6149/13)”
Por Isy Veras

A partir deste ano, no dia 19 de setembro será comemorado não só o Dia do Teatro, mas também o Dia Nacional do Teatro Acessível. Essa efeméride foi transformada em lei no dia 4 de março, com a aprovação pela Câmara do Deputados do projeto de lei proposto por Jean Wyllys (PSOL-RJ), Mara Gabrilli (PSDB-SP), Rosinha de Adefal (PT do B-AL) e Jandiri Feghali(PC do B-RJ). 
A iniciativa da lei partiu da organização não-governamental Escola de Gente, que desde 2011 encabeça a campanha “Teatro Acessível - Arte, Prazer e Direitos”, que opera levando cultura inclusiva de graça a várias regiões do Brasil, com apoio da Lei Rouanet. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

IV Colóquio de Direitos da Pessoa com Deficiência, com Ana Flávia Coutinho

Descrição para cegos: foto da professora
Ana Flávia durante o colóquio. Em primeiro
plano, abaixo da foto, vê-se a câmera, em
cujo visor aparece a imagem que está sendo
captada.

A professora Ana Flávia Coutinho foi a convidada da turma de Jornalismo, Cidadania e Direitos Humanos da Universidade Federal da Paraíba para o IV Colóquio de Direitos da Pessoa com Deficiência, ocorrido no dia 27 de outubro de 2016. Ela é doutorada em Psicologia Social pela UFPB, mestra em Tecnologia das Engenharias pela Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro, em Portugal, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Paraíba e em Processamento de Dados pela Asper. Tem experiência na área de Engenharia de Reabilitação, atuando principalmente nos temas tecnologias assistivas, acessibilidade, educação especial e autismo. O colóquio foi organizado por Jéssica Xavier, Rebeka Akber, Samuel Amaral e William Veras.





CONFIRA O COLÓQUIO NA INTEGRA:

1 – Relações sociais e deficiência
- A professora explica a evolução histórica da relação entre a sociedade e as pessoas com deficiência, e as fases da exclusão, segregação, integração e inclusão. 


sábado, 3 de dezembro de 2016

Alter: coloque-se no lugar do outro

Descrição para cegos: Na imagem há um bloco de pedra retangular com olhos e nariz  no centro de uma floresta. Traz também a palavra alter e embaixo dela a palavra jogar que está dentro de um retângulo.


Por Jéssica Xavier


         Alter é um jogo que permite que você experimente virtualmente como é ser uma pessoa com deficiência. O jogo foi criado pela Racional Games com parceria da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência e o Conselho Municipal da cidade de Curitiba.
Nele você brinca com um personagem com vários tipos de deficiências (física, visual, auditiva, intelectual e autismo) que vão sendo alteradas em cada fase. O nome Alter, que vem do latim “outro”, representa bem a ideia do jogo, de se colocar no lugar do outro e entender suas dificuldades e potencialidades.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Acessibilidade para cadeirantes em agências bancárias é precária

Descrição para cegos: foto do professor Robson Antão de frente para a a câmera.

Duas pesquisas conduzidas por um mesmo grupo realizaram levantamento das condições de acessibilidade em agências bancárias e prédios do judiciário em João Pessoa. Sob orientação do professor Robson Antão, do Departamento de Direito Público da UFPB, objetivaram verificar a efetivação dos direitos da pessoa com deficiência no tocante à mobilidade, observando a arquitetura desses locais. A repórter Taisa Fervie entrevistou o professor Robson Antão para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. Ouça a entrevista. (Jéssica Xavier)



domingo, 13 de novembro de 2016

UFPB tem programa de apoio para alunos com deficiência

Descrição para cegos: foto mostra o aluno Otto
de Sousa, do Curso de Rádio e TV, sendo
auxiliado por sua apoiadora, que lê alguns papéis.

Por William Veras


Se as dificuldades acadêmicas, barreiras e desafios já são visíveis para quem não possui nenhum tipo de deficiência, imagine as dificuldades que uma pessoa com alguma necessidade especial enfrenta, em todos os aspectos, durante a sua vida acadêmica.
Foi pensando nisso que o Comitê de Inclusão e Acessibilidade da Universidade Federal da Paraíba criou o programa Aluno Apoiador, que visa disponibilizar estudantes para auxiliar a pessoa com deficiência dentro e fora da sala de aula, incluindo suporte pedagógico e comunicacional, ajuda na mobilidade dentro do campus, organização de materiais em formatos acessíveis e acompanhamento em todos os eventos acadêmicos que o aluno necessitar participar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Campanha cobra da Semob acessibilidade nas calçadas

Descrição para cegos: foto de uma calçada ao longo de um muro. Sem pavimento, em parte ela é tomada por capim e lixo. 

Por William Veras



Muitas calçadas de nossa cidade são completamente inapropriadas para os pedestres. Os problemas vêm desde carros estacionados até degraus, buracos e pavimento quebrados que podem provocar quedas em pessoas idosas ou com alguma deficiência.
Essa falta de acessibilidade arquitetônica em João Pessoa tem prejudicado muita gente em seu direito de ir e vir, e foi pensando nisso que se criou um movimento através da Avaaz, site que organiza petições públicas sobre assuntos de interesse coletivo e que procura resolvê-los encaminhando-os para os órgãos competentes.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Drama: locomoção de pessoas com deficiência na periferia

Descrição para cegos: casas da periferia, sem infra-estrutura e precariamente construídas em um morro. 
A Pública – Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo, produziu o minidocumentário Meio Complicado, que mostra as dificuldades de mobilidade enfrentadas por pessoas com deficiência que vivem nas periferias. Devido à falta de infraestrutura urbana adequada, muitas delas vivem presas em casa, isoladas do convívio social, pois não podem enfrentar os degraus com tamanhos diferentes, buracos, becos estreitos, ladeiras íngremes e calçadas irregulares. Confira o vídeo aqui. (Samuel Amaral).

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Moda inclusiva para pessoas com deficiência

Descrição para cegos: a imagem apresenta um cadeirante à esquerda e uma menina com prótese em uma das pernas à direita. A foto mostra apenas os membros inferiores do casal. Há algumas bexigas azuis espalhadas pelo chão.
       Diante das dificuldades encontradas pelas pessoas com deficiência para achar roupas em lojas, além da falta de informações da indústria sobre esse tipo de consumidor, a estilista e cadeirante Michele Simões criou o projeto Meu corpo é real, que propõe estabelecer uma ponte entre o consumidor e a indústria através de informações mais adequadas. Através de um minidocumentário, da realização do ‘Fashion Day Inclusivo’ e de depoimentos na página do Instagram, o projeto discute o acesso físico às lojas, o preparo dos atendentes, o desenvolvimento de peças mais funcionais, além de fomentar soluções para tornar a moda desse público mais prática. Confira a reportagem completa no Hypeness. (Jéssica Xavier)

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Pesquisa propõe cinema para deficientes visuais

Descrição para cegos: desenho de uma mulher deficiente visual com óculos escuros. Em uma mão leva a bengala e um par de ingressos e com a outra mão segura um pacote de pipoca.

O publicitário Diego Normandi realizou um estudo que permitiu entender como seria um cinema para os deficientes visuais. A pesquisa elaborou uma proposta de serviço cinematográfico compatível com as necessidades dos usuários com deficiência, possibilitando a eles uma experiência acessível e inclusiva. Para o publicitário, é necessário que as cadeias de produção, distribuição e divulgação se adequem ao uso de ferramentas de áudio-descrição. Reportagem completa no site Ciência na Rua. (Jéssica Xavier)

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A inclusão em debate

Descrição para cegos: a foto mostra
Izaura Maria usando muleta no braço
 direito. Ela está em frente ao
prédio do Centro de Educação,
cuja placa se vê acima da professora.
Por Samuel Amaral

O projeto A Inclusão se faz assim!, coordenado pela professora Izaura Maria de Andrade da Silva (Departamento de Habilitações Pedagógicas da UFPB), com a colaboração da professora Sandra Santiago (DHP-UFPB), está promovendo rodas de conversa sobre a inclusão de estudantes com deficiência. A primeira ocorreu no dia 26 de agosto, tendo como tema Surdez e Libras, tendo como convidados Sandra Santiago (UFPB), Enio Affonso (Funad) e Huynara Martins (Funad).
Outras três rodas de conversa ocorrerão respectivamente neste mês, em outubro e em novembro (veja a programação no final).
O projeto tem o objetivo de sensibilizar e despertar nos alunos o interesse pela área de Educação Especial, visando à construção de uma “escola para todos, que respeita as diferenças, que acolhe as diferenças”, segundo Izaura.
- Esse projeto nasceu de uma pesquisa que constatou que nenhuma licenciatura (com exceção das de Dança e Educação Física) tem disciplinas voltadas para a capacitação do trabalho com educação inclusiva” – explica a professora.

sábado, 27 de agosto de 2016

As tecnologias assistivas a serviço da inclusão

Descrição para cegos: a foto mostra a palestrante Ana Flávia Coutinho, em pé, gesticulando enquanto fala para a platéia sentada à sua frente. Atrás da professora há um telão onde são projetados os slides da palestra.
Por Samuel Amaral

Promovendo a Acessibilidade às pessoas com deficiência através das Tecnologias Assistivas foi o tema de uma das palestras ocorridas na manhã de ontem (26) na Feira de Inovação e Tecnologia Expotec. Foi ministrada pela professora Ana Flávia Coutinho, da UFPB.
        A palestrante citou dados do Censo 2010, de que há mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o que representa 24% da população. Isso significa que “temos um universo de pessoas com deficiência em nossa sociedade e que ela precisa ser inclusiva. A gente precisa pensar iniciativas que envolvam todas as pessoas”, segundo professora Ana Flávia.
        A adequação dos espaços públicos e privados para acolher as pessoas com deficiência é uma dessas iniciativas, afirma a professora. “A pessoa com deficiência não é deficiente, quem é deficiente é o ambiente! O ambiente é que tem que se mudar para que todas as pessoas sejam incluídas”, afirmou.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O que é ser deficiente para você?


Descrição  para cegos: mãos com terra.
Em uma delas, uma pequena flor amarela
se destaca.

Por Rebeka Akber

Eu nunca vi a luz do sol, nunca pude contemplar o mar, nem minha mãezinha a quem tanto amo, pude sua graça e doçura enxergar. Nasci cego, e foram tantas as vezes que me considerei incapacitado, e desejei não ter nascido. Fiz até mais que isso, desejei ter nascido surdo também, para não ter que ouvir minha família chorar nas incontáveis vezes que eu fiz cirurgias, para tentar ao menos vultos enxergar, e que nunca deram resultados. Rezei, chorei, implorei.
Mas certo dia, e, diga-se de passagem, um lindo dia, aceitei e compreendi. Pedi para que minha mãe me levasse à praça de nosso bairro, e ela, como de costume, deixou-me lá e retornou para nossa casa, para continuar seus afazeres. Minha mãe foi e ali estava eu sentado, sentindo apenas o vento bater em meu rosto, em pensamentos distantes, senti que alguém se aproximava. Pensei que minha mãe havia retornado. Foi quando uma linda garotinha, sim tenho certeza de que ela deve ser linda, pois sua alma deve ser tão bela quanto seus pequenos traços, se apresentou.

domingo, 14 de agosto de 2016

Mesa discutiu o acesso à leitura na era digital

Descrição para cegos: da esquerda para direita, sentados atrás de mesas: Sandra Santiago, Perla Assunção, Antônio Muniz, Joana Belarmino e Helosman de Oliveira. Sobre as mesas há uma jarra e copos com água, microfone e a linha braille de Antônio Muniz. Ele está portando o microfone, falando.
Por Samuel Amaral

Pessoas com Deficiência e o acesso à leitura na era digital foi o tema que norteou as discussões na tarde da quinta-feira (11) no I Seminário Paraibano sobre Acessibilidade ao Livro e à Leitura, realizado no âmbito do projeto Agosto das Letras 2016. Integraram a mesa as professoras Joana Belarmino e Sandra Santiago, da UFPB; Perla Assunção, representante da Fundação Dorina Nowill; Antônio Muniz, presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB); e Helosman de Oliveira, representante da Funad (Fundação de Apoio ao Deficiente). 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O mundo da fotografia é possível para quem não enxerga?

Descrição para cegos: foto em preto e branco mostra uma bicicleta com aves voando ao seu lado. A cena da a impressão de que a bicicleta anda ao lado dos pássaros, da direita para a esquerda.

Por William Veras


Hoje é comum tirarmos fotografias; desde muito pequenos, somos estimulados a capturar imagens, e logo cedo ganhamos diversas oportunidades de fotografar. Mas você já parou para pensar em uma pessoa cega fotografando? Será que isso é possível?
Resolvemos fazer uma pesquisa entre algumas pessoas com deficiência visual e, para nossa surpresa, descobrimos que essa possibilidade é real, inclusive treinada através de cursos de fotografias específicos para pessoas cegas.
Mas, antes, saiba o que diz uma profissional do ramo da fotografia a respeito.
A fotógrafa Marcele Martineis, 12 anos no ramo, e trabalhando profissionalmente a quatro na fotografia, nos relatou algumas coisas que podem ajudar na abertura deste debate. Segundo Marcele, a fotografia é simplesmente a captura de emoções. Emoções estas que podem ser capturadas em paisagens, na natureza em geral, no canto dos pássaros, e todas as demais coisas que atraem o olhar e a emoção.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Inserção ou inclusão?

Descrição para cegos: à esquerda, Kézia Nascimento, na cadeira de rodas, em um vestido florido. À direita, Francisco Izidoro, presidente da Asdef - Associação de Deficientes e Familiares, tendo em mãos um exemplar do Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Por Samuel Amaral

Muita gente pode pensar que são sinônimos, mas na grande maioria das vezes, inserir pessoas com deficiência no mercado de trabalho não representa incluí-las na sociedade.
A Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência já existe há mais de 25 anos e assegura a inserção dessa parte da população no mercado de trabalho. Ela determina que empresas com mais de 100 empregados devem reservar porcentuais mínimos de vagas para pessoas com deficiência no seu quadro de funcionários: de 2 a 5% nas que contam com até 200 funcionários; 3% em empresas que têm de 201 a 500 funcionários; e 4% para as que dispõem de 501 a 1000 postos de trabalho. No entanto, segundo dados do Ministério do Trabalho, dos 45,6 milhões de deficientes brasileiros, apenas 306 mil encontram-se em algum tipo de atividade formal.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Desrespeito a vagas de deficientes na UFPB ganha popularidade nas redes

Descrição para cegos: foto mostra carro vermelho ocupando vaga reservada a pessoas com deficiência, tendo
 a roda sobre a figura que sinaliza essa destinação

                                                                       Por Jéssica Xavier                                                                 
        A legislação assegura a reserva de vagas especiais para deficientes físicos e garante que espaços públicos ofereçam no mínimo 2% dessas vagas. Apesar do caráter humanizante do recurso, não é difícil encontrar casos de desrespeito a esses espaços.
A frequência com que ocorre no campus da Universidade Federal da Paraíba em João Pessoa despertou na comunidade universitária indignação. Indignados, passaram a divulgar e denunciar os flagrantes desse tipo de infração em redes sociais, como o Facebook. A página Barbeiro UFPB se disponibiliza a postar fotos de veículos que param em locais indevidos, como em vagas reservadas, em rampas de acesso, calçadas ou faixas de pedestre. Utilizando a hashtag #barbeiroufpb, qualquer um pode contribuir com denúncias na página.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Jovens com deficiência visual criam web rádio

Descrição para cegos: à esquerda, William Veras e, à direita, Otto de Sousa Moreira, ambos utilizando seus respectivos notebooks em uma transmissão da Web Rádio Luz e Arte.

Por Samuel Amaral

O slogan “A rádio que promove sempre a inclusão”, repetido tantas vezes durante a programação da Web Rádio Luz e Arte, não é uma frase de efeito qualquer, mas a melhor expressão do espírito desse projeto, realizado exclusivamente por pessoas com deficiência visual.
A Web Rádio Luz e Arte começou suas atividades no dia 2 de dezembro de 2015, por iniciativa do estudante de Rádio e TV da Universidade Federal da Paraíba Otto de Sousa Moreira, e de Ana Lúcia Santos, na época vice-presidente do Instituto dos Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha. No ar 24 horas por dia, sete dias por semana, a Web Rádio tem uma programação variada, para todos os gostos, veiculando programas musicais, boletins de notícia, programas esportivos, religiosos, literários: todos voltados para o público em geral.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Entendendo a "adaptação razoável"


Descrição para cegos: a imagem mostra uma calçada acessível: rebaixada e com piso tátil.
Apesar de haver um grande número de pessoas com deficiência no Brasil, e do muito que tem se esclarecido sobre seus direitos, ainda é um grande desafio para elas encontrarem condições mínimas de para alcançarem autonomia e dignidade. Isso devido, principalmente, à falta de acessibilidade, que é uma exigência constitucional e direito fundamental para as pessoas com deficiência. Uma forma de desimpedir esses acessos pode ser a adaptação razoável, conceito apresentado na Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, de 2006. A adaptação razoável é indicada para a adequação de espaços, produtos e serviços. A leitura do texto a seguir, publicado na página do Grupo Vozes, Empoderamento e Inclusão das Pessoas com Deficiência, pode elucidar o conceito. (Marília Araújo)