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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Porque descrição para cegos em imagens na internet

Descrição para cegos: imagem mostra as frases "O que você olha", "O que você vê" e "O que você enxerga" escritas várias vezes e em posições diversas (vertical, horizontal, inclinada, investida, de cabeça para baixo) submetidas a um processo de desfoque que prejudica a leitura.

Por William Veras*


Imagine você entrando em algum site ou portal na internet e não ter a oportunidade de saber que imagens estão presentes nas seções do site. Imagine ainda receber um e-mail de alguém contendo várias fotos para ilustrar algum produto, serviço, informações ou pessoas e você não conseguir entender nada... É isso que quem não enxerga vive constantemente, em todos os lugares.
Como não existe uma lei ou fiscalização ativa em ferramentas criadas para a internet, pessoas com deficiência visual acabam não usufruindo com total autonomia desses produtos da web. Por causa disso, muita gente vai em busca de alternativas, mas nenhuma delas funciona com eficácia.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

21 de setembro: dia de luta

Descrição para cegos: foto mostra detalhe de um cadeirante em sua cadeira. Na imagem aparecem apenas uma pequena parte da roda, sobre a qual repousa uma mão , e uma parte da coxa sobre o assento.

Hoje, 21 de setembro, é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Propositalmente, esta data coincide com o Dia da Árvore, buscando, com isso, o simbolismo do reflorir que vem com a Primavera, que se inicia daqui a dois dias. Assim como as plantas se renovam nesta estação, o movimento em defesa das pessoas com deficiência vê, na data, oportunidade de reagrupar as forças para continuar lutando até que todas as barreiras excludentes sejam derrubadas. A propósito da data, o site Vida+Livre publicou artigo do seu repórter Daniel Limas que traz a relação das leis promulgadas em benefício da pessoa com deficiência, a que poderíamos também chamar de lista das conquistas das lutas da pessoa com deficiência. Confira o artigo clicando aqui

sábado, 27 de agosto de 2016

As tecnologias assistivas a serviço da inclusão

Descrição para cegos: a foto mostra a palestrante Ana Flávia Coutinho, em pé, gesticulando enquanto fala para a platéia sentada à sua frente. Atrás da professora há um telão onde são projetados os slides da palestra.
Por Samuel Amaral

Promovendo a Acessibilidade às pessoas com deficiência através das Tecnologias Assistivas foi o tema de uma das palestras ocorridas na manhã de ontem (26) na Feira de Inovação e Tecnologia Expotec. Foi ministrada pela professora Ana Flávia Coutinho, da UFPB.
        A palestrante citou dados do Censo 2010, de que há mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o que representa 24% da população. Isso significa que “temos um universo de pessoas com deficiência em nossa sociedade e que ela precisa ser inclusiva. A gente precisa pensar iniciativas que envolvam todas as pessoas”, segundo professora Ana Flávia.
        A adequação dos espaços públicos e privados para acolher as pessoas com deficiência é uma dessas iniciativas, afirma a professora. “A pessoa com deficiência não é deficiente, quem é deficiente é o ambiente! O ambiente é que tem que se mudar para que todas as pessoas sejam incluídas”, afirmou.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Sobre inclusão

Descrição para cegos: a imagem é dividida em quatro partes: A primeira, no canto superior esquerdo, representa a "exclusão", palavra que se encontra em destaque. Nesta parte há um círculo no qual se encontram representações de pessoas ditas "normais", e, margeando o círculo, estão representações de pessoas com deficiência. A segunda parte, no canto superior direito, tem a palavra "segregação" centralizada. Nesta parte há dois círculos: um maior, no qual são representadas as pessoas ditas "normais", e outro menor, que contém as pessoas com deficiência, segregadas. Na terceira parte, no canto inferior esquerdo, a palavra "integração" ganha destaque. Logo abaixo dela, um círculo maior engloba pessoas "normais" e outro círculo, só que menor, com pessoas com deficiência. A quarta e última parte da imagem está no canto inferior direito e tem "inclusão" como título. No círculo desta parte estão presentes tanto representações de pessoas sem deficiência, como de pessoas com deficiência, todas juntas e misturadas. 
Por Luiz Lambert


É fato que as pessoas com deficiência sempre foram excluídas. Privadas de exercer funções na sociedade que não se adequa para acolhê-las, têm muitos dos seus direitos básicos negados.
Com o tempo e através de ‘obras sociais’ dos poderes públicos e da iniciativa privada, os deficientes foram segregados a ‘guetos de acolhimento’. Instituições de amparo e apoio que existem por todo Brasil são de grande valia, mas apenas as segregam socialmente.
Leis que procuram integrar os cidadãos com deficiência na sociedade foram criadas, a sociedade passou a observá-los, forças se uniram para tentar facilitar a vida deles, mas todas essas ações ainda os deixam a uma distância discriminatória, separados dos considerados ‘normais’.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Se vier de nós, não é o mundo o culpado

Descrição para cegos: a imagem mostra um papel preto que se rasga e revela os olhos de uma menina com Síndrome de Down, que sorri. No canto inferior direito se lê: Síndrome de Down: É preciso ver com novos olhos. 
Certo dia estava em um salão de beleza e ouvi duas mulheres conversando sobre o filho da irmã de uma delas que havia nascido. Comecei a prestar atenção na conversa quando elas começaram com: “Sabe, né?! Hoje em dia as pessoas estão entendendo mais o que é uma pessoa com Síndrome de Down, mas eu sei que essa criança vai sofrer muito...”. O que mais me chocou foi o fato de ser a tia da criança a falar isso.
Todos pensamos que o preconceito vem de fora, mas ele começa antes mesmo da pessoa – nesse caso a criança – sair de casa. Carregamos conosco tanta culpa dos outros que muitas vezes não vemos sequer o pré-conceito que está arraigado em nós mesmos. São pensamentos assim que, se fossem evitados durante toda uma vida, a sociedade estaria incluindo esses deficientes e não os excluindo.

Vamos parar para pensar que se fizéssemos nossa parte como cidadãos e primeiramente como seres humanos melhoraríamos os olhares que são dirigidos a essas pessoas, o cuidado que deveríamos ter com o próximo, sendo ele deficiente ou não. (Gabriella Mayara)