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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Pesquisa busca meios para ensino de língua estrangeira a deficientes visuais

Descrição para cegos: a foto mostra a professora Betânia Medrado, usando óculos escuros e sorrindo para a câmera. O nome da docente está em destaque no canto superior direito. 
O trabalho leva em conta que os métodos tradicionais de ensino de outros idiomas criam barreiras para quem não consegue ver. A pesquisa é orientada pela professora Betânia Passos Medrado, do Centro de Ciências Humanas e Letras da UFPB. Nela, são desenvolvidos protótipos de material didático e propostas de novas formas para o uso do quadro na sala de aula. Ouça a reportagem que produzi para o programa Espaço Experimental, da Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Luiz Lambert):

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

III Colóquio sobre Direitos da Pessoa com Deficiência – com Windyz Ferreira e Alceni Maria

Descrição para cegos: foto mostra Windyz à esquerda e Alceni à direita, sentadas, e a câmera filmando-as, com elas aparecendo no visor

O III Colóquio sobre Direitos da Pessoa com Deficiência foi realizado no dia 1º de dezembro pela turma de Jornalismo e Cidadania do Curso de Jornalismo na UFPB. As convidadas foram a professora Windyz Brazão Ferreira e a pedagoga Alceni Maria da Silva, que tem visão subnormal e é servidora da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência da Paraíba (Funad). O colóquio foi organizado por Gabriela Garcia, Luiz Lambert, Marília Araújo e Marília Cordeiro.

Assista ao colóquio a seguir:

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Senado lança Estatuto da Pessoa com Deficiência em Braile

Descrição para cegos: imagem da capa do
"Estatuto da Pessoa com Deficiência". O título está em destaque
no canto superior esquerdo e, abaixo dele, estão os dizeres:
"Atualizado até julho de 2015" e "Transcrição em volume único
para o Sistema Braille pela Secretaria de Editoração e Publicações
do Senado Federal". Todas essas informações estão transcritas em braille
 na capa, que conta ainda com quatro ilustrações de pessoas
com alguma deficiência.

Após entrar em vigor, o Estatuto da Pessoa com Deficiência ganha versão em braile. Observando uma carência de títulos nessa língua, o Senado disponibiliza uma versão para organizações e bibliotecas que trabalham com cegos. Reportagem completa no site da Agência Senado. (Luiz Lambert)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Sancionado o Estatuto da Pessoa com Deficiência

Descrição para cegos: a imagem mostra a presidenta Dilma Rousseff discursando. Atrás dela estão sentados, da esquerda para a direita: Antonio José Ferreira, Secretário Nacional de Promoção dos Direitos Humanos da Pessoa com Deficiência; Pepe Vargas, Ministro da Secretaria de Direitos Humanos; e Flávio Henrique de Souza, presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade). Ao fundo, há um painel no qual um homem em cadeira de rodas e uma menina seguram uma faixa com os dizeres: Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei Brasileira de Inclusão.
Após 15 anos de tramitação no Congresso Nacional e finalmente votada, foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff a Lei Brasileira de Inclusão. Baseado na Convenção da Pessoa com Deficiência da ONU, o também chamado Estatuto da Pessoa com Deficiência assegura direitos e criminaliza a discriminação. Leia reportagem completa do Portal Asdef. (Luiz Lambert)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Preconceito dificulta a inclusão do doente mental no ensino médio

Descrição para cegos: a imagem retrata a professora Silvana Carneiro Maciel. Ela sorri para a câmera e seu nome está destacado em letras azuis no canto inferior direito. O fundo da imagem é da cor azul.
Projeto orientado pela professora Silvana Carneiro Maciel, do Centro de Ciências Humanas e Letras da UFPB, identificou esse preconceito. O resultado da pesquisa demonstra a necessidade da implementação de uma política específica para o doente mental da educação. A professora defende uma ação inclusiva mais eficiente, como acontece com os deficientes físicos. Isso contribuirá para quebrar as representações sociais equivocadas e incluí-los socialmente. Ouça a reportagem que produzi para o programa Espaço Experimental, da oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Luiz Lambert):

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Sobre inclusão

Descrição para cegos: a imagem é dividida em quatro partes: A primeira, no canto superior esquerdo, representa a "exclusão", palavra que se encontra em destaque. Nesta parte há um círculo no qual se encontram representações de pessoas ditas "normais", e, margeando o círculo, estão representações de pessoas com deficiência. A segunda parte, no canto superior direito, tem a palavra "segregação" centralizada. Nesta parte há dois círculos: um maior, no qual são representadas as pessoas ditas "normais", e outro menor, que contém as pessoas com deficiência, segregadas. Na terceira parte, no canto inferior esquerdo, a palavra "integração" ganha destaque. Logo abaixo dela, um círculo maior engloba pessoas "normais" e outro círculo, só que menor, com pessoas com deficiência. A quarta e última parte da imagem está no canto inferior direito e tem "inclusão" como título. No círculo desta parte estão presentes tanto representações de pessoas sem deficiência, como de pessoas com deficiência, todas juntas e misturadas. 
Por Luiz Lambert


É fato que as pessoas com deficiência sempre foram excluídas. Privadas de exercer funções na sociedade que não se adequa para acolhê-las, têm muitos dos seus direitos básicos negados.
Com o tempo e através de ‘obras sociais’ dos poderes públicos e da iniciativa privada, os deficientes foram segregados a ‘guetos de acolhimento’. Instituições de amparo e apoio que existem por todo Brasil são de grande valia, mas apenas as segregam socialmente.
Leis que procuram integrar os cidadãos com deficiência na sociedade foram criadas, a sociedade passou a observá-los, forças se uniram para tentar facilitar a vida deles, mas todas essas ações ainda os deixam a uma distância discriminatória, separados dos considerados ‘normais’.


sábado, 6 de junho de 2015

Gestão pública deficiente

Descrição para cegos: Na imagem em preto e branco há uma pessoa na cadeira de rodas em uma calçada, sendo impedida de passar por causa de entulhos de concreto à sua frente.
 Levantamento do IBGE para traçar o Perfil dos Municípios Brasileiros aponta dados preocupantes. Desde políticas inclusivas a simples rampas de acesso, diversas prefeituras descumprem a lei e o bom senso. O site Deficiente Online denuncia que mais de 800 cidades brasileiras não têm sequer programas voltados aos interesses de pessoas com deficiência. (Luiz Lambert)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Protesto por acessibilidade

Descrição para cegos: há um grupo de pessoas em cadeiras de rodas no lado esquerdo da imagem; ao redor delas, está outro grupo de pessoas em pé, e, do lado direito, algumas pessoas dão as mãos, formando uma pequena barreira. Atrás delas, ao fundo da imagem, uma fumaça preta sobe em direção ao céu. Há também uma kombi com alto falantes ao fundo.
Figurando as páginas policiais de um dos mais importantes portais de comunicação da Paraíba, o WScom, uma manifestação pacífica de estudantes, professores e servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba em Cabedelo ganhou adesão das pessoas com deficiência que integram o corpo docente e discente daquela instituição. Protestando contra a falta de acessibilidade do campus, o grupo, com apoio da Asdef, interditou a rodovia BR230 e reivindicou a pavimentação das ruas que dão acesso à instituição.  (Luiz Lambert)

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Ensino de Matemática para deficientes

Descrição para cegos: na imagem há uma equação matemática escrita em um papel branco e, ao lado, a ponta de um lápis grafite.
Disciplina optativa oferecida no curso de Licenciatura em Matemática da USP propõe uma nova abordagem metodológica para o ensino a pessoas com deficiência. Recriar a maneira de ensinar é uma ação que busca a inclusão de alunos especiais nas escolas. (Luiz Lambert)


Curso recria ensino de matemática para pessoas com deficiência


Por Jéssica Gonsalves
“O dever mais difícil pra você, qual é? – Matemática.

Tem muitas contas pra resolver? – Sempre.”

Lucas Braga, de cinco anos de idade, não é o único que tem medo da matemática. Só de pensar em números, fórmulas e contas, muita gente fica de cabelo em pé. E as tarefas podem ser ainda mais difíceis pra pessoas com deficiência.

domingo, 24 de maio de 2015

Fotografia para deficientes visuais

Descrição para cegos: na foto está um homem de óculos escuros e roupa cinza levantando uma câmera profissional acima de sua testa, tentando capturar uma imagem.
Com o objetivo de estimular o deficiente visual explorar os seus próprios sentidos, curso propõe uma nova abordagem sobre a fotografia. Para trazer à luz uma percepção diferente do mundo, o fotógrafo recebe a descrição do ambiente, mas decide quando realizar o clique. (Luiz Lambert)


quarta-feira, 13 de maio de 2015

O Óleo de Lorenzo, o direito à vida e o cannabidiol

Descrição para cegos: na imagem
uma mão segura um frasco transparente
com um líquido amarelado dentro, e
com o rótulo branco com dizeres em
inglês: Lozenzo's oil (tradução: Óleo de Lorenzo)
e os componentes químicos do produto.

Por Luiz Lambert 


        O filme do cineasta George Miller, O Óleo de Lorenzo (Lorenzo’s Oil), produzido em 1992, conta a história real da família Odone, que lutou contra uma rara doença degenerativa e terminal, a adrenoleucodistrofia (ALD), que destrói progressivamente o sistema neurológico, causando perda da audição, da visão, da fala, da coordenação motora, chegando a uma paralisia geral e por fim, à morte. 
        Augusto e Michaela Odone, pais de Lorenzo, criança portadora da ALD, lutaram contra suas próprias limitações, realizando pesquisas científicas e desenvolvendo um óleo fitoterápico que, contrariando toda a concepção médica da época, foi testado e aprovado. Lorenzo, fazendo uso do óleo desenvolvido por seus pais, apesar de não autorizados pelas autoridades, viveu até os 30 anos, contrariando o prognóstico que estimava apenas 2 anos de vida. 
        O direito à vida também pode ser entendido como direito a lutar pela vida e por uma vida digna. Ao redor do mundo, outros pais lutam diariamente pela vida e dignidade de seus filhos e pedem para fazer uso de outra terapia fitoterápica: o cannabidiol, derivado do princípio ativo da maconha. 
        No Brasil, depois de uma luta incansável, famílias de pessoas portadoras de epilepsia, esclerose múltipla e outras doenças neurais foram atendidas pela Anvisa, que liberou o uso medicinal e controlado da substância. 
        Assim como o cannabidiol que está presente na cannabis sativa, o Óleo de Lorenzo também é natural, mas sua liberação que contrariava os interesses de grandes empresas, hoje é uma realidade. À base de oliva e canola, o óleo já salvou centenas de crianças dos terríveis sintomas da ALD em todo o mundo.

Link do trailer do filme O Óleo de Lorenzo: https://www.youtube.com/watch?v=h6HKRnO8XKA

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Rock e a Síndrome de Down – construção de ideais

Descrição para cegos: a foto
em preto e branco apresenta a
metade do corpo de uma guitarra
e, à sua frente, brinquedos, sendo eles:
um boneco do Mario Bros,
 um do Luigi, uma da pricesa Peach
 (do jogo Super Mario Bros),
uma bolinha e um boneco do Scooby-doo.

Por Luiz Lambert

O ano era 1998. Enquanto eu fantasiava ser roqueiro durante os intervalos do programa infantil que finalizou a minha infância, um produto publicitário marcava aquela época. Mesmo para poucos, a internet já era realidade no nosso país e o sinal da extinta Music Televison Brasil chegava na maioria das casas que eu frequentava. O rock, além da influência materna que me proporcionou o contato com Bob Dylan e Legião Urbana, chegava através da MTV e principalmente através da grande rede que já ensaiava modelos de compartilhamento de mídias.
Um fluxo de guitarras marcantes e uma linha vocal totalmente estranha ao que eu tinha como rock, somados a imagens em preto e branco de composição fotográfica caprichadas, fazia saltar aos olhos a ideia do preconceito que não precisava ser narrado. Essa era a propaganda institucional da Fundação Síndrome de Down, que resultou em um dos primeiros ‘virais’ que pude observar na rede: “qual é a música da propaganda do Carlinhos?”