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domingo, 23 de outubro de 2016

Conheça (e apoie) o Braille Bricks

Descrição para cegos: símbolo do projeto Brille Bricks. O segundo "l" da palavra "Braille", está representado por três pontos que, em braille, formam essa letra, dentro de um retângulo vermelho. O "c" da palavra "Bricks" também está representado por seus pontos correspondentes no Sistema Braille, dentro de um retângulo amarelo.

Como uma simples peça de Lego pode ajudar quem não enxerga? O projeto experimental Braille Bricks, desenvolvido pela agência Lew’Lara TBWA em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos tem a proposta de transformar o brinquedo numa ferramenta de inclusão e alfabetização de crianças com deficiência visual, funcionando como um complemento ao processo de aprendizagem tradicional dos livros e apostilas. O vídeo abaixo faz parte da campanha #BrailleBricksForAll (Braille Bricks Para Todos), e mostra a reação de crianças cegas em contato com os blocos adaptados. Visa também pressionar o fabricante a produzir peças desse tipo em escala global. O registro do produto está disponível através de Creative Commons. (Samuel Amaral).


sábado, 27 de agosto de 2016

As tecnologias assistivas a serviço da inclusão

Descrição para cegos: a foto mostra a palestrante Ana Flávia Coutinho, em pé, gesticulando enquanto fala para a platéia sentada à sua frente. Atrás da professora há um telão onde são projetados os slides da palestra.
Por Samuel Amaral

Promovendo a Acessibilidade às pessoas com deficiência através das Tecnologias Assistivas foi o tema de uma das palestras ocorridas na manhã de ontem (26) na Feira de Inovação e Tecnologia Expotec. Foi ministrada pela professora Ana Flávia Coutinho, da UFPB.
        A palestrante citou dados do Censo 2010, de que há mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o que representa 24% da população. Isso significa que “temos um universo de pessoas com deficiência em nossa sociedade e que ela precisa ser inclusiva. A gente precisa pensar iniciativas que envolvam todas as pessoas”, segundo professora Ana Flávia.
        A adequação dos espaços públicos e privados para acolher as pessoas com deficiência é uma dessas iniciativas, afirma a professora. “A pessoa com deficiência não é deficiente, quem é deficiente é o ambiente! O ambiente é que tem que se mudar para que todas as pessoas sejam incluídas”, afirmou.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Aplicativo ajuda crianças com paralisia cerebral

O aplicativo sendo utilizado por uma menina de nove anos com paralisia cerebral
Descrição para cegos: a foto mostra a mão de uma menina com paralisia cerebral utilizando o aplicativo em um tablet.


O progresso da tecnologia está proporcionando mudanças no cotidiano de
pessoas com deficiência e, assim, um novo modelo de vida. Seja com a
criação de próteses cada vez mais leves e com respostas mais rápidas
para a adaptação do usuário, ou por meio dos computadores, ajudando na
comunicação de indivíduos com deficiência. É o caso do primeiro
aplicativo disponível para tablets no nosso idioma, o Livox, que você
confere abaixo. (Mabel Abreu)

Carlos Pereira, pai de Clara, de cinco anos, desenvolveu o aplicativo Livox e agora consegue se comunicar com a filha, que tem paralisia cerebral. O analista de sistemas criou inicialmente um sistema simples em que a menina podia responder "sim" ou "não". Com ajuda de fonaudiólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos, o aplicativo ganhou forma e é considerado um dos métodos mais eficientes de se comunicar com pacientes com esse
diagnóstico no Brasil.