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sábado, 3 de novembro de 2018

Quebrando o tabu, transpondo as barreiras e desmitificando a estigmatização social das pessoas com deficiência

Por Maria Ricarte
A exclusão social e a discriminação das pessoas com deficiência existe há cerca de muitos anos,os quais eram reprimidos e tratados como incapazes perante a sociedade. Além disso, nota-se que tais ações se preservam atualmente, retomando atitudes arcaicas e preconceituosas. Desse modo,é necessário fazer uma auto reflexão acerca de tal problemática em que haja uma implementação de políticas e tratamentos corretos para que as pessoas com deficiência possam ter as mesmas oportunidades e direitos que toda a população.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil o total de pessoas que declararam possuir pelo menos uma das deficiências - física, intelectual, visual ou auditiva - foi de 45.606.048, representando 23,9% da população, tendo a região Nordeste com a maior concentração e proporção de pessoas com pelo menos um tipo de deficiência, com 26,6%, tendo as regiões Sudeste e Norte 23,0% cada e 22,5% nas regiões Sul e Centro-Oeste. Entre os estados do Brasil, a Paraíba e o Rio Grande do Norte apresentam o maior índice de PcD, possuindo 27,8% da população com alguma incapacidade.
Dentre as deficiências pesquisadas pelo IGBE em 2015, a mais ocorrente entre a população é a deficiência visual (3,6%), e a deficiência física é a segunda com maior número dentre os brasileiros atingindo 1,3% das pessoas. Entretanto, as pessoas com deficiência física, possuem maior incidência no mercado de trabalho, sendo que essa inclusão aumenta a partir dos 25 anos de idade.
Atrelado a essa realidade, a educação tem um papel fundamental no aumento da inclusão social da pessoa com deficiência, não só no mercado de trabalho mas na sociedade como um todo. Em uma pesquisa feita pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), os mais escolarizados ocupam as maiorias das oportunidades de emprego. Em 2016, no ano em que a pesquisa foi feita, dos 418.521 contratados, 275.222 PcDs eram formados no ensino médio, possuíam ensino superior incompleto ou estudos superiores concluídos.
A inclusão da PcD no mercado de trabalho, nas escolas, o atendimento nos postos de saúde, acesso ao passe livre e a isenção de impostos na compra de carros adaptados são direitos, independente do tipo de deficiência que apresente, contribuindo assim uma transformação da realidade, que necessita de novos avanços instrumentais e qualitativos na vida social dessas pessoas. Dessa maneira, é imprescindível que as leis e os decretos que asseguram os direitos e deveres das pessoas com deficiência sejam respeitados e efetivados.
Em uma entrevista com Edjanio Pereira Marques de 45 anos de idade, estudante de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ele conta que foi acometido pela Sequela de Pólio - comumente conhecida como paralisia infantil - aos dois anos de idade. Inicialmente ele teve tetraplegia e, após o tratamento, conseguiu reatar os movimentos dos braços e das pernas porém, passou a ter o atrofiamento das pernas. Edjanio faz parte dos brasileiros com deficiência que têm carteira assinada, porém ele afirma que o preconceito é uma das principais barreiras entre as Pcds e o mercado de trabalho.

Descrição para cegos: Edjanio está em pé em frente ao seu carro, da cor preta, sorrindo para a foto. Fonte: Maria Ricarte





Quem é você?
Me chamo Edjanio Pereira Marques, tenho 45 anos e sou natural de Patos, aqui da Paraíba mesmo. Estou morando em João Pessoa desde 1995, há 23 anos. Tive, o que se chamava antigamente de “Paralisia Infantil”,  porém o nome científico é Sequela de Pólio. Eu fui acometido pelo vírus quando eu tinha dois anos e, inicialmente, eu fiquei tetraplégico, não mexia nada além da cabeça. Depois, com o tratamento, eu fui recuperando o movimento do braço e das pernas, porém depois eu fiquei, com a sequela de Pólio, com o atrofiamento dos membros, o direito foi bem mais afetado do que o esquerdo. Sou casado há cerca de 18 anos, temos uma filha Ester que é o amor da minha vida, o motivo da minha luta, da minha batalha e hoje eu me sinto extremamente realizado.

Como foi a sua trajetória, desde a infância até a vida adulta? E qual o papel dos seus pais e familiares nessa jornada?

No início foi bem difícil, até porque eu venho do sertão, uma região do estado difícil no sentido de suporte em termo de saúde, uma área em que as dificuldades são bem maiores do que na capital, ainda mais você sendo desprovido de recursos e no momento em que meus pais se viram na situação tendo um filho deficiente, eles tinham que fazer alguma coisa. Eu agradeço a Deus por ter me dado um pai e uma mãe que tiveram uma conduta extremamente louvável no sentido de correr atrás de uma solução para a minha situação, até porque aos olhos humanos a cura era quase impossível e naquela época o tratamento era mais difícil de conseguir uma recuperação dentro da “normalidade”. Meus pais foram muito valentes, lutaram muito para eu chegar onde eu cheguei. Eles me educaram, me deram amor e carinho, suporte emocional e, acima de tudo, me criaram de uma forma que me orgulho. No começo foi tudo bem difícil, pois eu tive que me sujeitar a sete cirurgias e uma coisa que me orgulha foi o que minha mãe me disse, “Eu só vou te deixar no dia em que você estiver andando com a suas próprias pernas”, e ela cumpriu. Hoje lamentavelmente não tenho nem minha mãe nem meu pai, mas sou extremamente feliz por tudo o que eles fizeram. Hoje eu já dirijo, eu tenho um carro adaptado, eu mesmo faço as adaptações com alguns parceiros, tenho uma alegria imensa pelo muito que já alcancei, hoje faço uma faculdade e me vejo muito bem em relação a tudo. A gente vê as pessoas ditas “normais”, em que elas alcançam o sucesso, uma qualidade de vida mais elevada, com mais oportunidades, e eu posso dizer que apesar de tudo, eu me considero muito afortunado e feliz.


Você trabalha ou já trabalhou? Se sim, quais as principais dificuldades que você encontrou no mercado de trabalho, tanto para ingressar nele como para permanecer efetivado?
Atualmente estou trabalhando. Já tenho uma certa experiência dentro do mercado de trabalho, eu comecei trabalhando como auxiliar administrativo em uma academia; depois fui trabalhar na Telpa, que hoje conhecemos como Telemar; passei seis meses trabalhando nas lojas Maia, conhecidas como Magazine Luiza; por fim, fui convidado a trabalhar na UNIMED, onde fiquei cerca de 17 anos, saí de lá ano passado (2017) e hoje trabalho no Hospital Nossa Senhora das Neves. Tive uma experiência empregatícia sempre na área de saúde, já trabalhei em dois hospitais, porém as dificuldades são muitas, porque antes de tudo precisamos transpor a barreira do preconceito, de sermos vistos com pena pelos outros. Nós somos iguais a qualquer pessoa, temos nossas limitações, mas nossas limitações não são nossos limites, o fato de eu ter uma sequela de pólio, de ter uma deficiência em uma das pernas, não me faz menor ou incapaz em relação a ninguém.

Você acha que o mercado de trabalho ainda precisa melhorar as condições de inserção das PcDs (pessoas com deficiência), visto que apenas 0,7% dessas pessoas ocupam as vagas de empregos no Brasil?
Nós estamos ainda muito longe de termos um mercado compatível com as nossas necessidades. Eu passei recentemente um ano desempregado, surgiam oportunidades, mas dentro de cada momento que existiam as oportunidades, existiam também “N” dificuldades para a pessoa com deficiência, era apenas uma forma de burlar a lei. As empresas não contratam pessoas com deficiência porque acham que devem contratar, por querer ter pessoas com deficiência trabalhando, eles fazem puramente por ser uma lei, porque a legislação obriga a ter um percentual dentro das empresas. Ao meu ver, a  dificuldade dentro do mercado de trabalho é ainda o preconceito, a maneira que somos vistos como uns “coitadinhos”, que temos limitações e não vamos conseguir realizar o serviço corretamente. Falta ter uma mudança de visão sobre nós como pessoas, enquanto profissionais. Hoje em dia isso vem mudando, a maioria das pessoas com deficiência tem buscado se aprimorar, estudar, se formar, terem cursos profissionalizantes. Eu reconheço que fiquei muito tempo omisso, no sentido de buscar uma melhora em termos de estudo para mim, somente agora, há três anos, é que eu vim realmente valorizar a oportunidade de estudar. Hoje eu estudo Jornalismo na UFPB, e estou extremamente feliz de fazer uma coisa que eu gosto, de estar me envolvendo com comunicação, com pessoas.

Quais as dificuldades que você encontra, em termo de acessibilidade, dentro da UFPB?
Eu acho que uma das maiores dificuldades que enfrento aqui na UFPB, é o acesso às salas. Nós tivemos que mudar de sala, esse é o terceiro ano consecutivo, porque o elevador existe, mas não funciona. E aí vem o questionamento, “Mas por que não funciona?”, e ninguém consegue responder. Infelizmente vivemos num país que quando as coisas são para a “minoria”, elas ficam mais difíceis e eu estou nesse grupo. Aqui na universidade, o nível de acessibilidade é muito pequeno. Encontramos as pessoas ditas “normais” ocupando as vagas das pessoas com deficiência, dificultando o acesso às rampas; falta também indicação mais precisa nas calçadas, tanto para as pessoas com deficiência física quanto visual; as sinalizações verticais e horizontais são precárias, é uma coisa que não tem quase indicação nenhuma.

Seu carro é adaptado? Você conseguiu a isenção de impostos na hora da compra?
Eu comprei o meu primeiro carro sem isenção. Quando eu comprei, foi para ter a minha primeira experiência com o carro, de dirigir, de ter a minha autonomia, se eu fosse na concessionária para adquirir o processo de isenção do IPI e do ISMS, ia ser mais demorado. Já o segundo, eu comprei zero e também sem a isenção, o que já foi por opção. Por já ter um carro, eu fui na loja e comprei o que eu queria, que no caso foi o Gol que eu tenho até hoje. Mas, o objetivo, a princípio, é fazer o uso dos nossos direitos porque lutamos muito para alcançá-los.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Obstáculos à cidadania

Descrição para cegos: imagem de multa moral aplicada em veículo estacionado indevidamente em vaga destinada a deficientes.
Por Nayla Georgia
Renata Torres
Tiago Bernardino

Cerca de 45 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência. Apesar dos direitos a inclusão e acessibilidade serem garantidos pela Constituição Federal, na prática, esse direito continua a ser negado. No dia a dia é possível encontrar obstáculos que para muitos podem ser insignificantes, mas para quem tem alguma deficiência são excludentes. Nesta galeria de fotos, são retratados alguns dos obstáculos encontrados por pessoas com deficiência em sua busca cotidiana por autonomia e acesso a seus direitos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Você sabe o que é terapia ocupacional?

Descrição para cegos: No centro da imagem há uma bola azul com o nome terapia ocupacional. Ao redor, outras bolas cinzas apontam para o centro e tem os dizeres: inclusão, autoestima, participação social, atividades de vida diária, independência, reabilitação, habilitação, atividades significativas, brincar, ambiente, lazer, trabalho, autonomia, funcionalidade.

Por Jéssica Xavier


Uma nova área e profissão vem crescendo e tomando espaço no Brasil nos últimos anos. É a terapia ocupacional, que dentre suas funções ajuda pessoas com deficiência a alcançar melhor qualidade de vida.
Segundo a professora do Departamento de Terapia Ocupacional da UFPB Joana Rostirolla, trata-se de uma profissão que, no Brasil, atua nos campos da educação, cultura, saúde e social. Objetiva facilitar a autonomia, participação e inserção social, por meio do trabalho com pessoas, grupos ou comunidades, de forma a enriquecer suas possibilidades de engajamento em ocupações necessárias ou desejadas.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

10 filmes sobre inclusão de pessoas com deficiência

Descrição para cegos: A imagem é uma cena do filme Colegas, nela estão três jovens com síndrome de down, uma mulher e dois homens. Um deles dirige um conversível, a menina está no banco carona e o outro no banco de trás. Todos estão fantasiados.   

Diante dos desafios na inclusão de pessoas com deficiência, os filmes são uma ótima maneira de abordar o assunto e discutir o respeito à diversidade. O Centro de Referência em Educação Integral listou 10 filmes que tratam a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência. Na lista, estão as obras brasileiras: Colegas (2002), Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014), A Pessoa é Para o Que Nasce (2002) e Janela da Alma (2001). Confira a lista completa no site do Centro de Referência. (Jéssica Xavier)

domingo, 20 de novembro de 2016

Funad promove V Mostra de Arte Inclusiva

Descrição para cegos: cartaz
da mostra, que tem no centro
 um papel com o nome do evento
e alguns símbolos referentes a
deficiências como os de
cadeirante, surdo e cego. Em
volta, manchas de tinta, pincéis,
lápis e duas mãos pintando.

Jéssica Xavier


A V Mostra de Arte Inclusiva, promovida pela Funad (Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência) e pela Secretaria de Estado da Educação da Paraíba, acontecerá nos dias 24 e 25 deste mês, na sede da Funad em João Pessoa. A abertura oficial do evento acontece às 8h30 do dia 24, e as atividades ocorrem pela manhã e tarde.
A mostra irá exibir os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano pelos artistas com deficiência da Funad e de outras instituições. O objetivo é mostrar a arte como um instrumento não só de expressão, mas também de inserção social e inclusão das pessoas com deficiência.
Além das exposições de artes visuais que ocorrem durante os dois dias, o evento terá apresentações de diversos grupos de música, teatro e dança, como, por exemplo, Bailando sobre Rodas e Sapateando sobre Rodas, ambas realizadas por cadeirantes da Funad. Também estará disponível uma oficina de bordado russo, a exposição fotográfica Veja-me, de Danielle Ribeiro, Marcos Neves e Virginia Cavalcanti, e a exibição dos palhacinhos reciclados do artista plástico Joselito Dantas.
        O evento é gratuito e aberto a todos os públicos. Confira a programação completa e participe!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Espaços deficientes

Descrição para cegos: Mila Guedes durante a palestra no TEDx São Sebastião. Ela usa um microfone auricular e gesticula enquanto fala. Parte da "Julinha", a scooter que a auxilia na locomoção também aparece na imagem.
Afinal de contas, são as pessoas ou os ambientes que têm deficiência? A publicitária Mila Guedes fala com muito bom humor (e também muita seriedade) sobre algumas dificuldades enfrentadas diariamente pelas 45 milhões de pessoas com deficiência que vivem no Brasil. Ela participou do TEDx São Sebastião e falou sobre suas experiências de vida: da descoberta de que tem degeneração de Stargardt, esclerose múltipla e dificuldade de locomoção à luta para que os espaços públicos e privados sejam acessíveis, de forma que ninguém mais seja “deficiente”. Confira a íntegra da palestra abaixo. (Samuel Amaral).

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Drama: locomoção de pessoas com deficiência na periferia

Descrição para cegos: casas da periferia, sem infra-estrutura e precariamente construídas em um morro. 
A Pública – Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo, produziu o minidocumentário Meio Complicado, que mostra as dificuldades de mobilidade enfrentadas por pessoas com deficiência que vivem nas periferias. Devido à falta de infraestrutura urbana adequada, muitas delas vivem presas em casa, isoladas do convívio social, pois não podem enfrentar os degraus com tamanhos diferentes, buracos, becos estreitos, ladeiras íngremes e calçadas irregulares. Confira o vídeo aqui. (Samuel Amaral).

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Manual orienta mídia sobre pessoas com deficiência

Descrição para cegos: capa do Minimanual do Jornalismo Humanizado. O título está no canto superior esquerdo, logo abaixo do símbolo da ONG, que tem o nome Olga no centro, de onde saem raios da cor rosa, em forma de sol. No canto inferior direito está escrito: Parte II: Pessoas com deficiência.

A ONG Think Olga  disponibiliza, desde o dia 15, a segunda parte do Minimanual do Jornalismo Humanizado. O material, elaborado pela antropóloga Adriana Dias, coordenadora do Comitê Deficiência e Acessibilidade da Associação Brasileira de Antropologia, reúne dicas e exemplos práticos para jornalistas que vão escrever sobre pessoas com deficiência, compilando uma série de orientações para evitar termos e abordagens preconceituosas, além de educar o público em geral a identificar os erros cometidos pela mídia. Confira o manual aqui. (Samuel Amaral).

sábado, 27 de agosto de 2016

As tecnologias assistivas a serviço da inclusão

Descrição para cegos: a foto mostra a palestrante Ana Flávia Coutinho, em pé, gesticulando enquanto fala para a platéia sentada à sua frente. Atrás da professora há um telão onde são projetados os slides da palestra.
Por Samuel Amaral

Promovendo a Acessibilidade às pessoas com deficiência através das Tecnologias Assistivas foi o tema de uma das palestras ocorridas na manhã de ontem (26) na Feira de Inovação e Tecnologia Expotec. Foi ministrada pela professora Ana Flávia Coutinho, da UFPB.
        A palestrante citou dados do Censo 2010, de que há mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o que representa 24% da população. Isso significa que “temos um universo de pessoas com deficiência em nossa sociedade e que ela precisa ser inclusiva. A gente precisa pensar iniciativas que envolvam todas as pessoas”, segundo professora Ana Flávia.
        A adequação dos espaços públicos e privados para acolher as pessoas com deficiência é uma dessas iniciativas, afirma a professora. “A pessoa com deficiência não é deficiente, quem é deficiente é o ambiente! O ambiente é que tem que se mudar para que todas as pessoas sejam incluídas”, afirmou.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Educação é direito de todos


Descrição para cegos: a imagem mostra carteiras enfileiradas numa sala de aula.
Por Marília Araújo
Um dos grandes desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência é a luta pelo acesso ao ensino regular. Assegurar a todos a igualdade de condições para o acesso à escola e a permanência nela, sem discriminação, é um princípio que está previsto na Constituição desde 1988, porém o processo de inclusão tem encontrado muitas barreiras no tocante à educação.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

UFPB sedia Curso internacional de Gentle Teaching

Descrição para cegos: imagem mostra um polegar para cima, em sinal de "positivo". Há uma "carinha feliz" pintada nele, com olhos arregalados e um largo sorriso. Ao fundo há uma lousa. 
Por Marília Araújo

O Projeto de extensão Pró-Mães, da Universidade Federal da Paraíba, em parceria com a Associação de Deficientes e Familiares (Asdef), realiza na próxima sexta-feira um Curso de Gentle Teaching para Famílias de Pessoas com Deficiência. Será ministrado pelo psicólogo Mario do Carmo Pereira, de Portugal, e acontece no auditório da Reitoria, das 8h às 17h.
O Gentle Teaching (ou Ensino Gentil) é um modelo pedagógico baseado numa forma de relacionamento de interdependência e companheirismo, que visa demonstrar que a base das necessidades do ser humano está nos sentimentos.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O meio digital e a visibilidade das pessoas com deficiência

Descrição para cegos: a imagem
mostra Lia Almeida sentada, posando
para a foto, olhando para a câmera.
Em entrevista para o Espaço Experimental, a doutoranda da PUC de São Paulo Lia Almeida explicou como as mídias digitais podem contribuir com a visibilidade das causas das pessoas com deficiência no meio social. Confira abaixo a matéria completa (Fernanda Mendonça):


As mídias digitais estão proporcionando aos militantes a exploração de canais de comunicação através dos quais manifestam suas demandas. A doutoranda Lia Almeida analisa como esse recurso contribui com a visibilidade das causas das pessoas com deficiência no meio social. Ela está cursando doutorado na PUC de São Paulo, na área de Cultura e Ambientes Midiáticos. A pesquisa é intitulada Biossociabilidade e Estratégias de Comunicação em Rede: As Mídias Digitais como Espaço de Visibilidade para as Pessoas com Deficiência. São analisados aspectos culturais e comunicacionais em publicações divulgadas em meio digital que tratam de assuntos relacionados à causa. A repórter Fernanda Mendonça conversou com Lia Almeida sobre ciberativismo e a militância das pessoas com deficiência. 




II Colóquio de Direitos das Pessoas com Deficiência - com a professora Sandra Santiago

Descrição para cegos: a imagem mostra Sandra Santiago sentada atrás de uma mesa, no segundo plano. Uma câmera aparece gravando a professora no primeiro plano.
O II Colóquio de Direitos das Pessoas com Deficiência da Disciplina de Jornalismo e Cidadania foi realizado no dia 19 de novembro com a professora Sandra Alves da Silva Santiago. Graduada em Pedagogia, Sandra tem doutorado em Educação pela Universidade Federal da Paraíba e atua como docente e pesquisadora da UFPB na área de educação e inclusão de pessoas com deficiência. A organização foi de Felipe Ramos, Fernanda Mendonça, Gabriella Mayara e Mabel Abreu.

No primeiro vídeo, a professora Sandra explica o conceito de inclusão, que está além da instalação de rampas de acesso.



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Acessibilidade na comunicação pública

Descrição para cegos: Mariany Granato, em pé,
sorri para foto. Atrás dela aparecem algumas
carteiras escolares. Ela usa um crachá onde se lê:
"Jornalismo - Participação - Cidadania".
Em entrevista para o Espaço Experimental, a pesquisadora Mariany Granato falou sobre o acesso à comunicação pública por pessoas com deficiência. Confira abaixo a matéria completa (Fernanda Mendonça): 




terça-feira, 4 de novembro de 2014

Contra estereotipações

Descrição para cegos: a jornalista Stella Young sorrindo para a platéia em uma de suas palestras.
Devido a influências da sociedade que cria estereótipos, é comum surpreender-se com alguém que seja exatamente o oposto desses padrões. As pessoas com deficiência, por exemplo, são vistas como “coitadas”, “dependentes”, “infelizes” e outros adjetivos a mais que as classificam como seres ineficientes ou incapazes. Mas, ao conhecer a realidade dessas pessoas e notar que têm um cotidiano de estudo, trabalho, diversão e obrigações, elas são – novamente – estereotipadas como “exemplos de superação”.
Em uma palestra, a australiana Stella Young, de 32 anos, explica que essas predefinições são puramente preconceituosas e defende: “eu não sou sua inspiração, muito obrigada”. Com muito bom-humor, a jornalista e comediante comprova que as deficiências não tornam as pessoas mais ou menos humanas - e nem as impedem de ter uma vida social e profissional. (Fernanda Mendonça)
Assista à apresentação completa:


sábado, 4 de outubro de 2014

Quem muito fala e pouco faz

Descrição para cegos: urna eletrônica e
parte da mão de uma pessoa com o dedo
indicador na tecla "Confirma".

Demokratía. A palavra grega composta pelos radicais demos (“povo”) e kratos (“poder”) traduz o verdadeiro sentido da democracia. Neste domingo (5), brasileiras e brasileiros estarão indo às urnas para exercer o mais importante ato de cidadania. Vale relembrar que, ao escolher um candidato, o cidadão reconhece suas propostas e as reafirma, confiando àquela autoridade o dever de formular as políticas públicas do Estado e o representar no meio político.
No entanto, há quem tente ludibriar o eleitor com promessas mirabolantes e falsas verdades. Em época de eleição, é comum que alguns políticos se aproximem de movimentos sociais e demonstrem uma aparente empatia pela causa, como, por exemplo, a luta pelos direitos das pessoas com deficiência.
Nesses casos, é preciso redobrar a atenção. Nem sempre os interesses do candidato em se unir à luta estão relacionados ao reconhecimento das reais necessidades do movimento, como a melhoria da acessibilidade e inclusão. Por vezes, essa aproximação é utilizada apenas como meio para chegar ao poder e, após isso, todo compromisso é descartado – e muitas vezes esquecido por ambas as partes.  

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Rabiscos de superação - Como a arte se tornou um instrumento de motivação

Descrição para cegos: cartum da coletânea "Visão e Revisão Conceito e Pré-Conceito", que mostra uma mulher com obesidade, um idoso, um homem com uma bolsa com rodinhas e uma mulher com carrinho de bebê diante de uma escada. Logo abaixo, a frase: "pra quem acha que 'acessibilidade é coisa só de cadeirante'".
O cartunista Ricardo Ferraz nasceu em Cachoeiro do Itapemirim – ES. Aos cinco anos de idade, contraiu poliomielite e encontrou no desenho seu refúgio. Entre seus trabalhos, a série de cartuns que retrata satiricamente o cotidiano, as dificuldades e o preconceito enfrentado pelas pessoas com deficiência ganha destaque e é reconhecida mundialmente. A série está em uma exposição itinerante pelo mundo desde 1981 e também está reunida na coletânea “Visão e Revisão Conceito e Pré-Conceito”, que já está na 3ª edição. Atualmente, sua arte é divulgada pela ONU e veiculada em livros didáticos do país, além de jornais e revistas da América do Sul, América do Norte, Europa e África do Sul. Em entrevista para o blog Cidadania e Direitos dos Deficientes, Ricardo conta como a arte foi crucial para a sua história de superação e de onde vem a inspiração para abordar essa temática. 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Sobre aposentadoria de pessoa com deficiência

Com a lei complementar 142/2013, as pessoas com deficiência ganharam o direito de se aposentar mais cedo, com poucas perdas salariais. Esse benefício, contudo, varia de acordo com o grau da deficiência, que foi subdividida em leve, moderada e grave.


Assista ao vídeo do programa Tema Jurídico, exibido na TV Itararé - afiliada da TV Cultura em Campina Grande/PB - e entenda melhor como este benefício funciona. O programa apresentado por Rodrigo Apolinário, conta com a participação do chefe da perícia médica do INSS de Campina Grande, Danilo Siqueira e do procurador federal e professor universitário, Antônio Marcos Almeida. (Andréa Meireles)


Fonte: Canal "Facisa Paraíba", no YouTube.