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quinta-feira, 12 de março de 2015

Folhetos de cordel são traduzidos para o sistema Braille

Descrição para cegos: a imagem mostra o estudante Flaviano Nascimento no canto inferior esquerdo. Ao fundo, resmas de papel escritas em braille.      
   O projeto foi desenvolvido pelo estudante Flaviano Nascimento, que é cego, para analise semiótica e transcodificação de contos e cordéis. Ele utilizou o acervo de folhetos Programa de Pesquisa em Literatura Popular da UFPB e teve como orientadora a professora Maria de Fátima Barbosa, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas. Segundo ela, o trabalho é importante tanto para os deficientes visuais, como para a cultura popular brasileira. Os folhetos traduzidos ainda não foram publicados. Eles estão no segundo andar da Biblioteca Central da UFPB, onde funciona o PPLP, Programa de Pesquisa em Literatura Popular. Ouça a reportagem que produzi para o programa Espaço Experimental, da Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Felipe Ramos):

domingo, 1 de março de 2015

Um silencioso Apartheid


Descrição para cegos: a imagem em preto e branco mostra o dedo indicador de uma mão levado à boca, num gesto de quem pede silêncio. 
Com as barreiras criadas nos dia a dia como, por exemplo, a falta de acessibilidade ou de conscientização nas relações interpessoais, as pessoas com deficiência enfrentam um silencioso 'Apartheid', ou seja, uma silenciosa separação, ou segregação da vida das pessoas consideradas 'normais'. Em um artigo publicado no site Planeta Educação, a advogada Ana Paula Crosara de Resende ressalta que apesar de haver muitas discussões sobre os Direitos Humanos, na vida real vamos criando cada vez mais barreiras para separar essas pessoas do nosso convívio, inclusive pela nossa omissão. Confira aqui o artigo completo. (Felipe Ramos)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Cidadania é algo real

Descrição pra cegos: a imagem mostra quatro manchas de tintas nas cores vermelha, azul, verde e laranja. Na mancha vermelha está o Símbolo Internacional de Acesso, representado por uma pessoa na cadeira de rodas; na mancha verde está o Símbolo Internacional da Surdez, representado pelo ouvido humano parcialmente transpassado por uma faixa na diagonal; na mancha azul está o símbolo das libras, formado por mãos gesticulando; por fim, no círculo laranja está o Símbolo Internacional de Pessoas com Deficiência Visual, representado por uma pessoa usando bengala.
Cidadania é o exercício dos direitos e deveres civis. Por esse motivo, não pode ser simplesmente um sonho, principalmente quando o assunto é sobre a inclusão de pessoas com deficiência, o que muitos ainda relacionam o assunto a compaixão. A luta por esse exercício precisa ser real, começando em cada um de nós, com uma vida ativa pela felicidade do outro, como ele é. No artigo publicado no site bengaldalega.com, a autora Cláudia Grabois escreve sobre a necessidade de não deixar a vontade de criar um mundo mais acessível apenas nas leis, ou pior, no nosso imaginário. É preciso acreditar e agir por um presente e um futuro onde a cidadania seja algo concreto no cotidiano da sociedade. Leia baixo o artigo completo. (Felipe Ramos)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Havia um cadeirante no ônibus

Descrição para cegos: na imagem, um cadeirante sobe num ônibus através da rampa elevatória.  
 Por Felipe Ramos

Há alguns dias uma cena me chamou atenção. Era um dia comum dentro de um ônibus. Um cadeirante pediu para subir. Nada de estranho até ali. Entretanto, desde que comecei a escrever neste blog meu olhar para a pessoa com deficiência mudou, tornou-se mais aguçado, principalmente em situações cotidianas, presenciando suas lutas diárias. Deste modo, decidi observar como seria realizada a entrada do cadeirante em ônibus de transporte coletivo da minha cidade, João Pessoa. Uma coisa simples, já vista por muitos, mas quis analisar cada detalhe. Foi doloroso!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Familiares relatam desafio do tratamento do autismo

Descrição para cegos: a imagem em preto e branco retrata um menino olhando pela janela, com seu rosto sendo refletido pelo vidro. 
Para a presidenta da Associação Brasileira de Autismo, Marisa Furia Silva, o autismo ainda é um assunto pouco abordado, sobretudo no Brasil. O que há muitas vezes reservado para as pessoas que apresentam os sintomas da Síndrome de Asperge, conhecidas como autistas, é o julgamento de boa parte da população, quer seja pela falta de informação ou de consciência. Por outro lado, mães e pais relatam outro desafio. Na matéria publicada no site Inclusive.Org, os familiares de pessoas com essa deficiência apresentam a barreira que é a dificuldade no tratamento, principalmente após o diagnóstico, mesmo quando este é precoce. Confira a matéria completa aqui. (Felipe Ramos)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O papel da mídia e os deficientes

Descrição para cegos: no primeiro plano da imagem, um homem aparece de costas para a foto, operando uma câmera de televisão, apoiada num tripé. No chão, do lado direito do tripé, aparece parte de um monitor de TV. No segundo plano da imagem, um repórter encontra-se agachado, portando um microfone com fio, que se estende pelo chão até onde está a câmera de televisão. Ele entrevista um homem que está numa cadeira de rodas. Ao fundo aparecem árvores e casas.  
Refletir sobre o papel da mídia na construção de uma consciência mais bem formada sobre os direitos da pessoa com deficiência é fundamental. O jornalismo tem um papel de grande importância na valorização do ser humano e isto fica claro no modo como se conta uma história, em uma reportagem, por exemplo. Neste texto publicado no site Observatórioda Imprensa a reflexão nos leva a pensar sobre a aura de coitado muitas vezes colocada nos personagens de matérias com deficientes e no papel do jornalista de levar à sociedade conceitos de cidadania. Confira aqui a matéria completa. (Felipe Ramos)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Um parque para a alegria de todos

       
Descrição para cegos: duas crianças paraplégicas, usando próteses nos membros inferiores, estão de costas para a foto, juntas, em uma atividade na qual elas precisam mover de uma extremidade a outra, pequenos cubos que estão encaixados em uma barra ondulada.
Na Mooca, em São Paulo, há um projeto inovador no país sendo aplicado. No espaço pensado para ‘incluir’ quem nunca deveria sentir-se excluído, são disponibilizados ao todo 15 brinquedos adaptados para crianças com deficiência. Porém, como o objetivo é gerar a integração entre as pessoas, o espaço também foi projetado para crianças que não tenham deficiência possam se divertir nos brinquedos. A ideia é um modelo daquilo que todos locais deveriam ser, caso fossem pensados para todos, e não só para alguns grupos de pessoas. Confira a matéria completa. (Felipe Ramos)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

II Colóquio de Direitos das Pessoas com Deficiência - com a professora Sandra Santiago

Descrição para cegos: a imagem mostra Sandra Santiago sentada atrás de uma mesa, no segundo plano. Uma câmera aparece gravando a professora no primeiro plano.
O II Colóquio de Direitos das Pessoas com Deficiência da Disciplina de Jornalismo e Cidadania foi realizado no dia 19 de novembro com a professora Sandra Alves da Silva Santiago. Graduada em Pedagogia, Sandra tem doutorado em Educação pela Universidade Federal da Paraíba e atua como docente e pesquisadora da UFPB na área de educação e inclusão de pessoas com deficiência. A organização foi de Felipe Ramos, Fernanda Mendonça, Gabriella Mayara e Mabel Abreu.

No primeiro vídeo, a professora Sandra explica o conceito de inclusão, que está além da instalação de rampas de acesso.



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

E se fosse comigo?

Por Felipe Ramos
         
Descrição para cegos: um bebê com
Síndrome de Down deitado e sorrindo.
         Esses dias me peguei pensando como seria ter um filho. Na minha imaginação, pensei como deve ser mágico e também complicado, um grande misto de sentimentos. No entanto, meus pensamentos começaram a vagar por uma possibilidade: se neste dia tão sonhado meu filho nascesse deficiente? Confesso que pela primeira vez a ideia me deixou em choque. Conclui, então, que eu realmente ainda não sei acolher o outro que é diferente de mim.
         Após esse episódio, percebi que as maiores barreiras que as pessoas portadoras de deficiências encontram estão dentro de nós. Seja nos pequenos ou grandes gestos, em muitas situações o preconceito está em nós adormecido, escondido. Neste caso, percebi minha incapacidade de amar todos os dias alguém diferente do que imagino ideal, principalmente por ser parte de mim, como é um filho.
Entretanto, vale ressaltar que não estou aqui dizendo que sou um intolerante ou coisa do tipo. Não, não mesmo. Aqui deixo o registro fruto de uma reflexão de alguém que percebeu o quanto ainda precisa colocar em prática os ideais que defende, não só com palavras, mas com atos, principalmente se este ato for ser pai de uma criança deficiente. Na verdade, no fim de tudo, percebi que deficiente mesmo é o meu coração, que ainda precisa aprender a ser mais acessível aos outros, seja quem for. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Derek Rabelo - uma vida além da visão


Descrição para cegos: cartaz do documentário
"Além da Visão", cujo título está em destaque
na parte de cima. A arte em preto e branco
 mostra um olho de cor azul, que reflete
uma pessoa surfando.  No canto inferior esquerdo
lê-se a frase: "Andamos por fé e não pelo que
vemos - 2 Coríntios 5,7". Na parte inferior do
cartaz está o nome de Derek Rabelo.
Algumas vidas são capazes de sair da linha do comum para inspirar outras. Este é o caso do jovem surfista brasileiro de 22 anos Derek Rabelo, que nasceu deficiente visual no ano de 1992 e mesmo assim surfou na praia de Pipeline no Hawaii, considerada um dos picos de surf mais cobiçados e difíceis para qualquer surfista profissional. Ele ainda anda de bicicleta, salta de paraquedas e pratica skate Downhill e Tow-in (surfe de ondas gigantes).
Derek nasceu portador de Glaucoma Congênito (doença rara que atinge os olhos). Mas, segundo ele, isso nunca foi motivo para deixar de sonhar, principalmente porque sempre teve o apoio dos familiares. “Eles sempre me apoiaram, principalmente para surfar, e a primeira vez que surfei foi com meu pai. Esse dia foi alucinante”, disse Derek.
“Vejo tudo o que vocês veem, mas de outras formas, acredito que Deus me empurra no momento que uma onda está se aproximando”, explica ele.
          Após encarar as mortíferas ondas do Hawaii e fazer bonito, ele despertou o interesse de Bruno Lemos (fotógrafo e cinegrafista brasileiro) e foi convidado para participar do documentário “Além da Visão”, sobre a sua vida. O documentário foi lançado em fevereiro de 2013. (Felipe Ramos)