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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

IV Colóquio de Direitos da Pessoa com Deficiência, com Ana Flávia Coutinho

Descrição para cegos: foto da professora
Ana Flávia durante o colóquio. Em primeiro
plano, abaixo da foto, vê-se a câmera, em
cujo visor aparece a imagem que está sendo
captada.

A professora Ana Flávia Coutinho foi a convidada da turma de Jornalismo, Cidadania e Direitos Humanos da Universidade Federal da Paraíba para o IV Colóquio de Direitos da Pessoa com Deficiência, ocorrido no dia 27 de outubro de 2016. Ela é doutorada em Psicologia Social pela UFPB, mestra em Tecnologia das Engenharias pela Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro, em Portugal, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Paraíba e em Processamento de Dados pela Asper. Tem experiência na área de Engenharia de Reabilitação, atuando principalmente nos temas tecnologias assistivas, acessibilidade, educação especial e autismo. O colóquio foi organizado por Jéssica Xavier, Rebeka Akber, Samuel Amaral e William Veras.





CONFIRA O COLÓQUIO NA INTEGRA:

1 – Relações sociais e deficiência
- A professora explica a evolução histórica da relação entre a sociedade e as pessoas com deficiência, e as fases da exclusão, segregação, integração e inclusão. 


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Espaços deficientes

Descrição para cegos: Mila Guedes durante a palestra no TEDx São Sebastião. Ela usa um microfone auricular e gesticula enquanto fala. Parte da "Julinha", a scooter que a auxilia na locomoção também aparece na imagem.
Afinal de contas, são as pessoas ou os ambientes que têm deficiência? A publicitária Mila Guedes fala com muito bom humor (e também muita seriedade) sobre algumas dificuldades enfrentadas diariamente pelas 45 milhões de pessoas com deficiência que vivem no Brasil. Ela participou do TEDx São Sebastião e falou sobre suas experiências de vida: da descoberta de que tem degeneração de Stargardt, esclerose múltipla e dificuldade de locomoção à luta para que os espaços públicos e privados sejam acessíveis, de forma que ninguém mais seja “deficiente”. Confira a íntegra da palestra abaixo. (Samuel Amaral).

domingo, 6 de novembro de 2016

Uma história de conquistas

Descrição para cegos: José Roberto,
segurando com uma das mãos o
boneco Tom, mascote das Paralimpíadas,
e com a outra a medalha de bronze
conquistada nos Jogos. Ele está com todas
 as medalhas da carreira no pescoço, e,
ao fundo, a bandeira do Brasil.
Por Samuel Amaral

José Roberto Ferreira de Oliveira nasceu em 2 de abril de 1981, na cidade de Lagoa Seca, interior da Paraíba, com cegueira congênita. Devido à falta de estrutura da cidade natal, veio para João Pessoa aos oito anos para estudar no Instituto dos Cegos da Paraíba. Ali, José Roberto teve seu primeiro contato com várias modalidades esportivas: natação, futebol, atletismo... fez quase tudo!
Certo tempo depois, em 1993, ele foi apresentado ao Goalball pelo professor de Educação Física do Instituto dos Cegos, que conheceu a modalidade num campeonato em São Paulo. Ao contrário de outros esportes que foram adaptados para pessoas com deficiência, o goalball foi criado para os veteranos da Segunda Guerra Mundial que haviam perdido a visão.
- O goalball foi o último esporte dos que conheci. Eu era doido pra ser nadador, mas nunca fui bom não! Sempre fui de médio pra ruim! E aí fiquei no goalball mesmo, desde os meus 13 anos. Faz 22 anos que eu jogo - conta José Roberto.

domingo, 23 de outubro de 2016

Conheça (e apoie) o Braille Bricks

Descrição para cegos: símbolo do projeto Brille Bricks. O segundo "l" da palavra "Braille", está representado por três pontos que, em braille, formam essa letra, dentro de um retângulo vermelho. O "c" da palavra "Bricks" também está representado por seus pontos correspondentes no Sistema Braille, dentro de um retângulo amarelo.

Como uma simples peça de Lego pode ajudar quem não enxerga? O projeto experimental Braille Bricks, desenvolvido pela agência Lew’Lara TBWA em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos tem a proposta de transformar o brinquedo numa ferramenta de inclusão e alfabetização de crianças com deficiência visual, funcionando como um complemento ao processo de aprendizagem tradicional dos livros e apostilas. O vídeo abaixo faz parte da campanha #BrailleBricksForAll (Braille Bricks Para Todos), e mostra a reação de crianças cegas em contato com os blocos adaptados. Visa também pressionar o fabricante a produzir peças desse tipo em escala global. O registro do produto está disponível através de Creative Commons. (Samuel Amaral).


terça-feira, 4 de outubro de 2016

Drama: locomoção de pessoas com deficiência na periferia

Descrição para cegos: casas da periferia, sem infra-estrutura e precariamente construídas em um morro. 
A Pública – Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo, produziu o minidocumentário Meio Complicado, que mostra as dificuldades de mobilidade enfrentadas por pessoas com deficiência que vivem nas periferias. Devido à falta de infraestrutura urbana adequada, muitas delas vivem presas em casa, isoladas do convívio social, pois não podem enfrentar os degraus com tamanhos diferentes, buracos, becos estreitos, ladeiras íngremes e calçadas irregulares. Confira o vídeo aqui. (Samuel Amaral).

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Manual orienta mídia sobre pessoas com deficiência

Descrição para cegos: capa do Minimanual do Jornalismo Humanizado. O título está no canto superior esquerdo, logo abaixo do símbolo da ONG, que tem o nome Olga no centro, de onde saem raios da cor rosa, em forma de sol. No canto inferior direito está escrito: Parte II: Pessoas com deficiência.

A ONG Think Olga  disponibiliza, desde o dia 15, a segunda parte do Minimanual do Jornalismo Humanizado. O material, elaborado pela antropóloga Adriana Dias, coordenadora do Comitê Deficiência e Acessibilidade da Associação Brasileira de Antropologia, reúne dicas e exemplos práticos para jornalistas que vão escrever sobre pessoas com deficiência, compilando uma série de orientações para evitar termos e abordagens preconceituosas, além de educar o público em geral a identificar os erros cometidos pela mídia. Confira o manual aqui. (Samuel Amaral).

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é destaque

Descrição para cegos: parede de tijolos com o nome "Espaço Inclusivo" na parte superior. Logo abaixo, quatro quadrados, cada um com um símbolo: pessoa em cadeira de rodas; perfil com cérebro em destaque; mãos gesticulando em libras; e pessoa com bengala. 

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, transcorrido no último dia 21, contou com diversas ações em diferentes espaços e campi da UFPB. O evento, promovido pelo CIA - Comitê de Inclusão e Acessibilidade da universidade - foi destaque no programa Espaço Inclusivo, da Web-Rádio Porto do Capim, que foi ao ar segunda-feira. O repórter Otto de Sousa fez uma ampla cobertura das atividades. O programa contou com entrevistas das professoras Sandra Santiago e Andreza Polia, da coordenação do CIA e apresentações musicais dos músicos com deficiência visual Biu Marte e Júnior Baiano e do grupo de flauta, voz e violão do Instituto dos Cegos da Paraíba. Ouça o programa na íntegra clicando no player abaixo. (Samuel Amaral)

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A inclusão em debate

Descrição para cegos: a foto mostra
Izaura Maria usando muleta no braço
 direito. Ela está em frente ao
prédio do Centro de Educação,
cuja placa se vê acima da professora.
Por Samuel Amaral

O projeto A Inclusão se faz assim!, coordenado pela professora Izaura Maria de Andrade da Silva (Departamento de Habilitações Pedagógicas da UFPB), com a colaboração da professora Sandra Santiago (DHP-UFPB), está promovendo rodas de conversa sobre a inclusão de estudantes com deficiência. A primeira ocorreu no dia 26 de agosto, tendo como tema Surdez e Libras, tendo como convidados Sandra Santiago (UFPB), Enio Affonso (Funad) e Huynara Martins (Funad).
Outras três rodas de conversa ocorrerão respectivamente neste mês, em outubro e em novembro (veja a programação no final).
O projeto tem o objetivo de sensibilizar e despertar nos alunos o interesse pela área de Educação Especial, visando à construção de uma “escola para todos, que respeita as diferenças, que acolhe as diferenças”, segundo Izaura.
- Esse projeto nasceu de uma pesquisa que constatou que nenhuma licenciatura (com exceção das de Dança e Educação Física) tem disciplinas voltadas para a capacitação do trabalho com educação inclusiva” – explica a professora.

sábado, 27 de agosto de 2016

As tecnologias assistivas a serviço da inclusão

Descrição para cegos: a foto mostra a palestrante Ana Flávia Coutinho, em pé, gesticulando enquanto fala para a platéia sentada à sua frente. Atrás da professora há um telão onde são projetados os slides da palestra.
Por Samuel Amaral

Promovendo a Acessibilidade às pessoas com deficiência através das Tecnologias Assistivas foi o tema de uma das palestras ocorridas na manhã de ontem (26) na Feira de Inovação e Tecnologia Expotec. Foi ministrada pela professora Ana Flávia Coutinho, da UFPB.
        A palestrante citou dados do Censo 2010, de que há mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o que representa 24% da população. Isso significa que “temos um universo de pessoas com deficiência em nossa sociedade e que ela precisa ser inclusiva. A gente precisa pensar iniciativas que envolvam todas as pessoas”, segundo professora Ana Flávia.
        A adequação dos espaços públicos e privados para acolher as pessoas com deficiência é uma dessas iniciativas, afirma a professora. “A pessoa com deficiência não é deficiente, quem é deficiente é o ambiente! O ambiente é que tem que se mudar para que todas as pessoas sejam incluídas”, afirmou.

domingo, 14 de agosto de 2016

Mesa discutiu o acesso à leitura na era digital

Descrição para cegos: da esquerda para direita, sentados atrás de mesas: Sandra Santiago, Perla Assunção, Antônio Muniz, Joana Belarmino e Helosman de Oliveira. Sobre as mesas há uma jarra e copos com água, microfone e a linha braille de Antônio Muniz. Ele está portando o microfone, falando.
Por Samuel Amaral

Pessoas com Deficiência e o acesso à leitura na era digital foi o tema que norteou as discussões na tarde da quinta-feira (11) no I Seminário Paraibano sobre Acessibilidade ao Livro e à Leitura, realizado no âmbito do projeto Agosto das Letras 2016. Integraram a mesa as professoras Joana Belarmino e Sandra Santiago, da UFPB; Perla Assunção, representante da Fundação Dorina Nowill; Antônio Muniz, presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB); e Helosman de Oliveira, representante da Funad (Fundação de Apoio ao Deficiente). 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Inserção ou inclusão?

Descrição para cegos: à esquerda, Kézia Nascimento, na cadeira de rodas, em um vestido florido. À direita, Francisco Izidoro, presidente da Asdef - Associação de Deficientes e Familiares, tendo em mãos um exemplar do Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Por Samuel Amaral

Muita gente pode pensar que são sinônimos, mas na grande maioria das vezes, inserir pessoas com deficiência no mercado de trabalho não representa incluí-las na sociedade.
A Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência já existe há mais de 25 anos e assegura a inserção dessa parte da população no mercado de trabalho. Ela determina que empresas com mais de 100 empregados devem reservar porcentuais mínimos de vagas para pessoas com deficiência no seu quadro de funcionários: de 2 a 5% nas que contam com até 200 funcionários; 3% em empresas que têm de 201 a 500 funcionários; e 4% para as que dispõem de 501 a 1000 postos de trabalho. No entanto, segundo dados do Ministério do Trabalho, dos 45,6 milhões de deficientes brasileiros, apenas 306 mil encontram-se em algum tipo de atividade formal.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Jovens com deficiência visual criam web rádio

Descrição para cegos: à esquerda, William Veras e, à direita, Otto de Sousa Moreira, ambos utilizando seus respectivos notebooks em uma transmissão da Web Rádio Luz e Arte.

Por Samuel Amaral

O slogan “A rádio que promove sempre a inclusão”, repetido tantas vezes durante a programação da Web Rádio Luz e Arte, não é uma frase de efeito qualquer, mas a melhor expressão do espírito desse projeto, realizado exclusivamente por pessoas com deficiência visual.
A Web Rádio Luz e Arte começou suas atividades no dia 2 de dezembro de 2015, por iniciativa do estudante de Rádio e TV da Universidade Federal da Paraíba Otto de Sousa Moreira, e de Ana Lúcia Santos, na época vice-presidente do Instituto dos Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha. No ar 24 horas por dia, sete dias por semana, a Web Rádio tem uma programação variada, para todos os gostos, veiculando programas musicais, boletins de notícia, programas esportivos, religiosos, literários: todos voltados para o público em geral.