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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

IV Colóquio de Direitos da Pessoa com Deficiência, com Ana Flávia Coutinho

Descrição para cegos: foto da professora
Ana Flávia durante o colóquio. Em primeiro
plano, abaixo da foto, vê-se a câmera, em
cujo visor aparece a imagem que está sendo
captada.

A professora Ana Flávia Coutinho foi a convidada da turma de Jornalismo, Cidadania e Direitos Humanos da Universidade Federal da Paraíba para o IV Colóquio de Direitos da Pessoa com Deficiência, ocorrido no dia 27 de outubro de 2016. Ela é doutorada em Psicologia Social pela UFPB, mestra em Tecnologia das Engenharias pela Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro, em Portugal, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Paraíba e em Processamento de Dados pela Asper. Tem experiência na área de Engenharia de Reabilitação, atuando principalmente nos temas tecnologias assistivas, acessibilidade, educação especial e autismo. O colóquio foi organizado por Jéssica Xavier, Rebeka Akber, Samuel Amaral e William Veras.





CONFIRA O COLÓQUIO NA INTEGRA:

1 – Relações sociais e deficiência
- A professora explica a evolução histórica da relação entre a sociedade e as pessoas com deficiência, e as fases da exclusão, segregação, integração e inclusão. 


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O que é ser deficiente para você?


Descrição  para cegos: mãos com terra.
Em uma delas, uma pequena flor amarela
se destaca.

Por Rebeka Akber

Eu nunca vi a luz do sol, nunca pude contemplar o mar, nem minha mãezinha a quem tanto amo, pude sua graça e doçura enxergar. Nasci cego, e foram tantas as vezes que me considerei incapacitado, e desejei não ter nascido. Fiz até mais que isso, desejei ter nascido surdo também, para não ter que ouvir minha família chorar nas incontáveis vezes que eu fiz cirurgias, para tentar ao menos vultos enxergar, e que nunca deram resultados. Rezei, chorei, implorei.
Mas certo dia, e, diga-se de passagem, um lindo dia, aceitei e compreendi. Pedi para que minha mãe me levasse à praça de nosso bairro, e ela, como de costume, deixou-me lá e retornou para nossa casa, para continuar seus afazeres. Minha mãe foi e ali estava eu sentado, sentindo apenas o vento bater em meu rosto, em pensamentos distantes, senti que alguém se aproximava. Pensei que minha mãe havia retornado. Foi quando uma linda garotinha, sim tenho certeza de que ela deve ser linda, pois sua alma deve ser tão bela quanto seus pequenos traços, se apresentou.