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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Personagens Down protagonizam história em quadrinhos

Descrição para cegos: a imagem mostra uma das páginas da história em quadrinhos Downtown, dividida em quatro quadrinhos. Neles, o personagem retratado aparece sentado no chão, com as costas apoiadas num sofá, assistindo televisão.
Com a premissa de combater o preconceito e desconstruir estereótipos, os espanhóis Noel Lang e Rodrigo García Llorca criaram Downtown. A história em quadrinhos traz personagens com Síndrome de Down em situações comuns da rotina de uma criança. Na tirinha acima, o personagem principal, Blo, assiste a um noticiário e se queixa das contradições ditas: “a televisão dos maiores é impossível de entender”. Downtown chega ao Brasil em março pela Editora Revan, com tradução de Michelle Strzoda. Confira a matéria divulgada no site Movimento Down. (Fernanda Mendonça)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Se vier de nós, não é o mundo o culpado

Descrição para cegos: a imagem mostra um papel preto que se rasga e revela os olhos de uma menina com Síndrome de Down, que sorri. No canto inferior direito se lê: Síndrome de Down: É preciso ver com novos olhos. 
Certo dia estava em um salão de beleza e ouvi duas mulheres conversando sobre o filho da irmã de uma delas que havia nascido. Comecei a prestar atenção na conversa quando elas começaram com: “Sabe, né?! Hoje em dia as pessoas estão entendendo mais o que é uma pessoa com Síndrome de Down, mas eu sei que essa criança vai sofrer muito...”. O que mais me chocou foi o fato de ser a tia da criança a falar isso.
Todos pensamos que o preconceito vem de fora, mas ele começa antes mesmo da pessoa – nesse caso a criança – sair de casa. Carregamos conosco tanta culpa dos outros que muitas vezes não vemos sequer o pré-conceito que está arraigado em nós mesmos. São pensamentos assim que, se fossem evitados durante toda uma vida, a sociedade estaria incluindo esses deficientes e não os excluindo.

Vamos parar para pensar que se fizéssemos nossa parte como cidadãos e primeiramente como seres humanos melhoraríamos os olhares que são dirigidos a essas pessoas, o cuidado que deveríamos ter com o próximo, sendo ele deficiente ou não. (Gabriella Mayara)