terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Invisíveis pelo Silêncio

Descrição para cegos: a imagem mostra captura de tela do documentário "Invisíveis pelo Silêncio". Nela, uma moça de cabelos loiros e blusa laranja aparece falando na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Seu nome está em destaque no canto inferior direito, "Renata"; logo abaixo, está escrito: "estudante de Pedagogia". Ela está sentada num sofá e atrás aparecem parte de uma televisão, porta-retratos e alguns CDs, dispostos num "rack".
Por Mabel Abreu

    Imagine tudo no mudo! As pessoas falam e falam e você nada compreende. Então, procura se distrair com algo e vai zapear canais na tevê, mas tudo continua na mesma. Essa é a realidade de 5,7 milhões de brasileiros que apresentam algum tipo de deficiência auditiva, seja ela, leve ou severa.

    O documentário “Invisíveis Pelo Silêncio”, produzido em 2008 por Helen Baesse, retrata o descaso da mídia em não assegurar uma programação acessível para pessoas surdas, chamando atenção para a importância e necessidade das legendas, das legendas ocultas (closed caption) e da janela de Libras. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O papel da mídia e os deficientes

Descrição para cegos: no primeiro plano da imagem, um homem aparece de costas para a foto, operando uma câmera de televisão, apoiada num tripé. No chão, do lado direito do tripé, aparece parte de um monitor de TV. No segundo plano da imagem, um repórter encontra-se agachado, portando um microfone com fio, que se estende pelo chão até onde está a câmera de televisão. Ele entrevista um homem que está numa cadeira de rodas. Ao fundo aparecem árvores e casas.  
Refletir sobre o papel da mídia na construção de uma consciência mais bem formada sobre os direitos da pessoa com deficiência é fundamental. O jornalismo tem um papel de grande importância na valorização do ser humano e isto fica claro no modo como se conta uma história, em uma reportagem, por exemplo. Neste texto publicado no site Observatórioda Imprensa a reflexão nos leva a pensar sobre a aura de coitado muitas vezes colocada nos personagens de matérias com deficientes e no papel do jornalista de levar à sociedade conceitos de cidadania. Confira aqui a matéria completa. (Felipe Ramos)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Exclusão e inclusão dos surdocegos

Descrição para cegos: a imagem mostra Alex Garcia falando ao microfone. Ele está sentado atrás de uma bancada, na qual estão apoiados um notebook, copos com água, e uma placa com seu nome. 
O artigo de autoria de Alex Garcia, intitulado Surdocegueira e Inclusão no Brasil, aborda a realidade da exclusão e inclusão social de pessoas multideficientes. Como surdocego, o autor traz à discussão argumentos filosóficos, mas também subjetivos. Desde criança, Alex Garcia perde gradativamente a capacidade de ver e ouvir. Ele foi o primeiro surdocego a cursar uma universidade no Brasil. Hoje, especialista em Educação Especial, preside a Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes (Agapasm) e é membro da World Federation of Deafblind. Confira o artigo (Fernanda Mendonça): 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

The Sisters of Invention: grupo pop formado por mulheres com deficiência

Descrição para cegos: a foto mostra, da esquerda para a direita: Aimee, Annika e Michelle (que está sentada na frente), Jackie e Caroline. Todas estão com vestidos sujos e manchados, num ambiente escuro. 
Cinco mulheres que, apesar de parecerem diferentes, têm muito em comum. O primeiro fato que as une é o amor pela música. Em segundo, vêm as dificuldades que compartilham: todas são mulheres com algum tipo de deficiência – e isso não as impediu de batalhar por seus sonhos.
Juntas elas formam o grupo pop The Sisters of Invention, que anda fazendo sucesso na Austrália. Através de suas músicas, Annika, Michelle, Jackie, Aimee e Caroline transmitem experiências por elas vividas.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Um parque para a alegria de todos

       
Descrição para cegos: duas crianças paraplégicas, usando próteses nos membros inferiores, estão de costas para a foto, juntas, em uma atividade na qual elas precisam mover de uma extremidade a outra, pequenos cubos que estão encaixados em uma barra ondulada.
Na Mooca, em São Paulo, há um projeto inovador no país sendo aplicado. No espaço pensado para ‘incluir’ quem nunca deveria sentir-se excluído, são disponibilizados ao todo 15 brinquedos adaptados para crianças com deficiência. Porém, como o objetivo é gerar a integração entre as pessoas, o espaço também foi projetado para crianças que não tenham deficiência possam se divertir nos brinquedos. A ideia é um modelo daquilo que todos locais deveriam ser, caso fossem pensados para todos, e não só para alguns grupos de pessoas. Confira a matéria completa. (Felipe Ramos)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O meio digital e a visibilidade das pessoas com deficiência

Descrição para cegos: a imagem
mostra Lia Almeida sentada, posando
para a foto, olhando para a câmera.
Em entrevista para o Espaço Experimental, a doutoranda da PUC de São Paulo Lia Almeida explicou como as mídias digitais podem contribuir com a visibilidade das causas das pessoas com deficiência no meio social. Confira abaixo a matéria completa (Fernanda Mendonça):


As mídias digitais estão proporcionando aos militantes a exploração de canais de comunicação através dos quais manifestam suas demandas. A doutoranda Lia Almeida analisa como esse recurso contribui com a visibilidade das causas das pessoas com deficiência no meio social. Ela está cursando doutorado na PUC de São Paulo, na área de Cultura e Ambientes Midiáticos. A pesquisa é intitulada Biossociabilidade e Estratégias de Comunicação em Rede: As Mídias Digitais como Espaço de Visibilidade para as Pessoas com Deficiência. São analisados aspectos culturais e comunicacionais em publicações divulgadas em meio digital que tratam de assuntos relacionados à causa. A repórter Fernanda Mendonça conversou com Lia Almeida sobre ciberativismo e a militância das pessoas com deficiência. 




II Colóquio de Direitos das Pessoas com Deficiência - com a professora Sandra Santiago

Descrição para cegos: a imagem mostra Sandra Santiago sentada atrás de uma mesa, no segundo plano. Uma câmera aparece gravando a professora no primeiro plano.
O II Colóquio de Direitos das Pessoas com Deficiência da Disciplina de Jornalismo e Cidadania foi realizado no dia 19 de novembro com a professora Sandra Alves da Silva Santiago. Graduada em Pedagogia, Sandra tem doutorado em Educação pela Universidade Federal da Paraíba e atua como docente e pesquisadora da UFPB na área de educação e inclusão de pessoas com deficiência. A organização foi de Felipe Ramos, Fernanda Mendonça, Gabriella Mayara e Mabel Abreu.

No primeiro vídeo, a professora Sandra explica o conceito de inclusão, que está além da instalação de rampas de acesso.



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Aplicativo ajuda crianças com paralisia cerebral

O aplicativo sendo utilizado por uma menina de nove anos com paralisia cerebral
Descrição para cegos: a foto mostra a mão de uma menina com paralisia cerebral utilizando o aplicativo em um tablet.


O progresso da tecnologia está proporcionando mudanças no cotidiano de
pessoas com deficiência e, assim, um novo modelo de vida. Seja com a
criação de próteses cada vez mais leves e com respostas mais rápidas
para a adaptação do usuário, ou por meio dos computadores, ajudando na
comunicação de indivíduos com deficiência. É o caso do primeiro
aplicativo disponível para tablets no nosso idioma, o Livox, que você
confere abaixo. (Mabel Abreu)

Carlos Pereira, pai de Clara, de cinco anos, desenvolveu o aplicativo Livox e agora consegue se comunicar com a filha, que tem paralisia cerebral. O analista de sistemas criou inicialmente um sistema simples em que a menina podia responder "sim" ou "não". Com ajuda de fonaudiólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos, o aplicativo ganhou forma e é considerado um dos métodos mais eficientes de se comunicar com pacientes com esse
diagnóstico no Brasil.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dia de reflexão e inclusão

Descrição para cegos: desenho feito à mão de uma ciranda, composta por seis bonecos e duas bonecas. Dentre os bonecos, dois seguram uma bengala e um é cadeirante.
No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado hoje, 3 de dezembro, a Turminha do MPF faz um resgate histórico sobre a origem da data e a importância da inclusão social. O site, vinculado ao Ministério Público Federal, tem o objetivo de contribuir com a formação cidadã de crianças e adolescentes. Assuntos como equidade, direitos humanos e diversidade são prioridades de discussão. Além de oferecer aos cidadão links de manuais do Ministério da Educação sobre educação inclusiva, também estão disponíveis textos e conteúdos audiovisuais relacionados a acessibilidade e discriminação. Confira a seguir o texto publicado no site da Turminha do MPF: (Fernanda Mendonça)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

E se fosse comigo?

Por Felipe Ramos
         
Descrição para cegos: um bebê com
Síndrome de Down deitado e sorrindo.
         Esses dias me peguei pensando como seria ter um filho. Na minha imaginação, pensei como deve ser mágico e também complicado, um grande misto de sentimentos. No entanto, meus pensamentos começaram a vagar por uma possibilidade: se neste dia tão sonhado meu filho nascesse deficiente? Confesso que pela primeira vez a ideia me deixou em choque. Conclui, então, que eu realmente ainda não sei acolher o outro que é diferente de mim.
         Após esse episódio, percebi que as maiores barreiras que as pessoas portadoras de deficiências encontram estão dentro de nós. Seja nos pequenos ou grandes gestos, em muitas situações o preconceito está em nós adormecido, escondido. Neste caso, percebi minha incapacidade de amar todos os dias alguém diferente do que imagino ideal, principalmente por ser parte de mim, como é um filho.
Entretanto, vale ressaltar que não estou aqui dizendo que sou um intolerante ou coisa do tipo. Não, não mesmo. Aqui deixo o registro fruto de uma reflexão de alguém que percebeu o quanto ainda precisa colocar em prática os ideais que defende, não só com palavras, mas com atos, principalmente se este ato for ser pai de uma criança deficiente. Na verdade, no fim de tudo, percebi que deficiente mesmo é o meu coração, que ainda precisa aprender a ser mais acessível aos outros, seja quem for. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Acessibilidade na comunicação pública

Descrição para cegos: Mariany Granato, em pé,
sorri para foto. Atrás dela aparecem algumas
carteiras escolares. Ela usa um crachá onde se lê:
"Jornalismo - Participação - Cidadania".
Em entrevista para o Espaço Experimental, a pesquisadora Mariany Granato falou sobre o acesso à comunicação pública por pessoas com deficiência. Confira abaixo a matéria completa (Fernanda Mendonça): 




quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Ado, ado, cada um no seu quadrado!

Descrição para cegos: a imagem mostra o Símbolo Internacional de Acesso, representado por uma pessoa em cadeira de rodas, e, ao lado, os dizeres: "Essa vaga não é sua nem por um minuto!"
Todos somos conscientes de que devemos cuidar dos mais frágeis, tornar a vida deles mais fácil e procurar ajudar da melhor forma possível. Numa sociedade, os maiores cuidam dos menores, grandes cuidam de pequenos e todos devem se ajudar para o bom funcionamento do conjunto. Todos nós sabemos que existem lugares mais acessíveis que são destinados para os deficientes. Seja numa calçada sinalizada para cegos, em lugares para estacionar reservados que são mais próximos do acesso, rampas para cadeirantes, lugares especiais em ônibus, etc. Isso deveria ser feito inconscientemente por todos nós, deveria ser natural darmos a vaga para alguém necessitado, como um idoso por exemplo. Mas o que vemos é justamente o contrário disso.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Contra estereotipações

Descrição para cegos: a jornalista Stella Young sorrindo para a platéia em uma de suas palestras.
Devido a influências da sociedade que cria estereótipos, é comum surpreender-se com alguém que seja exatamente o oposto desses padrões. As pessoas com deficiência, por exemplo, são vistas como “coitadas”, “dependentes”, “infelizes” e outros adjetivos a mais que as classificam como seres ineficientes ou incapazes. Mas, ao conhecer a realidade dessas pessoas e notar que têm um cotidiano de estudo, trabalho, diversão e obrigações, elas são – novamente – estereotipadas como “exemplos de superação”.
Em uma palestra, a australiana Stella Young, de 32 anos, explica que essas predefinições são puramente preconceituosas e defende: “eu não sou sua inspiração, muito obrigada”. Com muito bom-humor, a jornalista e comediante comprova que as deficiências não tornam as pessoas mais ou menos humanas - e nem as impedem de ter uma vida social e profissional. (Fernanda Mendonça)
Assista à apresentação completa:


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Anel pode ajudar deficientes visuais a ler sem Braille

Descrição para cegos: a foto mostra uma mão que tem, no dedo indicador, o FingerReader. O dedo passa pelas palavras de um livro, no mesmo movimento que se executa na leitura de textos transcritos para o Sistema Braille. 
Tecnologia a serviço do bem comum é sempre bem-vinda. Já está em fase de testes um recurso que será de grande utilidade para facilitar o acesso de deficientes visuais a qualquer tipo de livro: um anel que lê. (Gabriella Mayara)

As pessoas que possuem algum tipo de deficiência visual poderão encontrar em um futuro não tão distante um equipamento capaz de permitir a leitura de livros sem braile.
Desenvolvido pelo Fluid Interfaces Group, no laboratório do MIT, o FingerReader pode ser classificado como um tipo de anel capaz de ler e repetir através de um áudio as palavras de um livro qualquer. Certamente, um grande avanço quando comparado ao sistema braile, popularmente utilizado entre pessoas com deficiência visual.