terça-feira, 23 de dezembro de 2014

II Colóquio de Direitos das Pessoas com Deficiência - com a professora Sandra Santiago

Descrição para cegos: a imagem mostra Sandra Santiago sentada atrás de uma mesa, no segundo plano. Uma câmera aparece gravando a professora no primeiro plano.
O II Colóquio de Direitos das Pessoas com Deficiência da Disciplina de Jornalismo e Cidadania foi realizado no dia 19 de novembro com a professora Sandra Alves da Silva Santiago. Graduada em Pedagogia, Sandra tem doutorado em Educação pela Universidade Federal da Paraíba e atua como docente e pesquisadora da UFPB na área de educação e inclusão de pessoas com deficiência. A organização foi de Felipe Ramos, Fernanda Mendonça, Gabriella Mayara e Mabel Abreu.

No primeiro vídeo, a professora Sandra explica o conceito de inclusão, que está além da instalação de rampas de acesso.



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Aplicativo ajuda crianças com paralisia cerebral

O aplicativo sendo utilizado por uma menina de nove anos com paralisia cerebral
Descrição para cegos: a foto mostra a mão de uma menina com paralisia cerebral utilizando o aplicativo em um tablet.


O progresso da tecnologia está proporcionando mudanças no cotidiano de
pessoas com deficiência e, assim, um novo modelo de vida. Seja com a
criação de próteses cada vez mais leves e com respostas mais rápidas
para a adaptação do usuário, ou por meio dos computadores, ajudando na
comunicação de indivíduos com deficiência. É o caso do primeiro
aplicativo disponível para tablets no nosso idioma, o Livox, que você
confere abaixo. (Mabel Abreu)

Carlos Pereira, pai de Clara, de cinco anos, desenvolveu o aplicativo Livox e agora consegue se comunicar com a filha, que tem paralisia cerebral. O analista de sistemas criou inicialmente um sistema simples em que a menina podia responder "sim" ou "não". Com ajuda de fonaudiólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos, o aplicativo ganhou forma e é considerado um dos métodos mais eficientes de se comunicar com pacientes com esse
diagnóstico no Brasil.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dia de reflexão e inclusão

Descrição para cegos: desenho feito à mão de uma ciranda, composta por seis bonecos e duas bonecas. Dentre os bonecos, dois seguram uma bengala e um é cadeirante.
No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado hoje, 3 de dezembro, a Turminha do MPF faz um resgate histórico sobre a origem da data e a importância da inclusão social. O site, vinculado ao Ministério Público Federal, tem o objetivo de contribuir com a formação cidadã de crianças e adolescentes. Assuntos como equidade, direitos humanos e diversidade são prioridades de discussão. Além de oferecer aos cidadão links de manuais do Ministério da Educação sobre educação inclusiva, também estão disponíveis textos e conteúdos audiovisuais relacionados a acessibilidade e discriminação. Confira a seguir o texto publicado no site da Turminha do MPF: (Fernanda Mendonça)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

E se fosse comigo?

Por Felipe Ramos
         
Descrição para cegos: um bebê com
Síndrome de Down deitado e sorrindo.
         Esses dias me peguei pensando como seria ter um filho. Na minha imaginação, pensei como deve ser mágico e também complicado, um grande misto de sentimentos. No entanto, meus pensamentos começaram a vagar por uma possibilidade: se neste dia tão sonhado meu filho nascesse deficiente? Confesso que pela primeira vez a ideia me deixou em choque. Conclui, então, que eu realmente ainda não sei acolher o outro que é diferente de mim.
         Após esse episódio, percebi que as maiores barreiras que as pessoas portadoras de deficiências encontram estão dentro de nós. Seja nos pequenos ou grandes gestos, em muitas situações o preconceito está em nós adormecido, escondido. Neste caso, percebi minha incapacidade de amar todos os dias alguém diferente do que imagino ideal, principalmente por ser parte de mim, como é um filho.
Entretanto, vale ressaltar que não estou aqui dizendo que sou um intolerante ou coisa do tipo. Não, não mesmo. Aqui deixo o registro fruto de uma reflexão de alguém que percebeu o quanto ainda precisa colocar em prática os ideais que defende, não só com palavras, mas com atos, principalmente se este ato for ser pai de uma criança deficiente. Na verdade, no fim de tudo, percebi que deficiente mesmo é o meu coração, que ainda precisa aprender a ser mais acessível aos outros, seja quem for. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Acessibilidade na comunicação pública

Descrição para cegos: Mariany Granato, em pé,
sorri para foto. Atrás dela aparecem algumas
carteiras escolares. Ela usa um crachá onde se lê:
"Jornalismo - Participação - Cidadania".
Em entrevista para o Espaço Experimental, a pesquisadora Mariany Granato falou sobre o acesso à comunicação pública por pessoas com deficiência. Confira abaixo a matéria completa (Fernanda Mendonça): 




quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Ado, ado, cada um no seu quadrado!

Descrição para cegos: a imagem mostra o Símbolo Internacional de Acesso, representado por uma pessoa em cadeira de rodas, e, ao lado, os dizeres: "Essa vaga não é sua nem por um minuto!"
Todos somos conscientes de que devemos cuidar dos mais frágeis, tornar a vida deles mais fácil e procurar ajudar da melhor forma possível. Numa sociedade, os maiores cuidam dos menores, grandes cuidam de pequenos e todos devem se ajudar para o bom funcionamento do conjunto. Todos nós sabemos que existem lugares mais acessíveis que são destinados para os deficientes. Seja numa calçada sinalizada para cegos, em lugares para estacionar reservados que são mais próximos do acesso, rampas para cadeirantes, lugares especiais em ônibus, etc. Isso deveria ser feito inconscientemente por todos nós, deveria ser natural darmos a vaga para alguém necessitado, como um idoso por exemplo. Mas o que vemos é justamente o contrário disso.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Contra estereotipações

Descrição para cegos: a jornalista Stella Young sorrindo para a platéia em uma de suas palestras.
Devido a influências da sociedade que cria estereótipos, é comum surpreender-se com alguém que seja exatamente o oposto desses padrões. As pessoas com deficiência, por exemplo, são vistas como “coitadas”, “dependentes”, “infelizes” e outros adjetivos a mais que as classificam como seres ineficientes ou incapazes. Mas, ao conhecer a realidade dessas pessoas e notar que têm um cotidiano de estudo, trabalho, diversão e obrigações, elas são – novamente – estereotipadas como “exemplos de superação”.
Em uma palestra, a australiana Stella Young, de 32 anos, explica que essas predefinições são puramente preconceituosas e defende: “eu não sou sua inspiração, muito obrigada”. Com muito bom-humor, a jornalista e comediante comprova que as deficiências não tornam as pessoas mais ou menos humanas - e nem as impedem de ter uma vida social e profissional. (Fernanda Mendonça)
Assista à apresentação completa:


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Anel pode ajudar deficientes visuais a ler sem Braille

Descrição para cegos: a foto mostra uma mão que tem, no dedo indicador, o FingerReader. O dedo passa pelas palavras de um livro, no mesmo movimento que se executa na leitura de textos transcritos para o Sistema Braille. 
Tecnologia a serviço do bem comum é sempre bem-vinda. Já está em fase de testes um recurso que será de grande utilidade para facilitar o acesso de deficientes visuais a qualquer tipo de livro: um anel que lê. (Gabriella Mayara)

As pessoas que possuem algum tipo de deficiência visual poderão encontrar em um futuro não tão distante um equipamento capaz de permitir a leitura de livros sem braile.
Desenvolvido pelo Fluid Interfaces Group, no laboratório do MIT, o FingerReader pode ser classificado como um tipo de anel capaz de ler e repetir através de um áudio as palavras de um livro qualquer. Certamente, um grande avanço quando comparado ao sistema braile, popularmente utilizado entre pessoas com deficiência visual.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Futebol de Sete, você conhece?!

Descrição para cegos: a foto mostra os jogadores e parte da comissão técnica da Seleção Brasileira de Sete, num total de dezoito homens. Eles estão num campo de futebol e seguram uma faixa na qual se lê: "Associação Nacional de Desporto para Deficientes".
Muitas coisas que são feitas por e para deficientes são desconhecidas por nós. Algumas vezes porque estamos ocupados demais para saber, ou até porque a informação não nos chega da forma mais rápida. Ajudando a disseminar esse conteúdo voltado para deficientes ou não, a fim de que possamos incentivar, promover e participar dessas atividades, este post mostra um esporte pouquíssimo conhecido por muitos. É o chamado Futebol de Sete. (Gabriella Mayara)

Em 1978 surgiu o Futebol de 7 para paralisados cerebrais. Foi na cidade de Edimburgo, na Escócia, que aconteceram as primeiras partidas. A primeira Paralimpíada em que a modalidade esteve presente foi em Nova Iorque, em 1984. Em Barcelona (1992), o Brasil estreou nos Jogos Paralímpicos e ficou em sexto lugar. Na Paralimpíada de Atlanta (1996), a seleção brasileira ficou em penúltimo lugar na classificação geral. Quatro anos depois, em Sidney, virou o jogo e conquistou o terceiro lugar geral. Nos Jogos Paralímpicos de Atenas (2004), o Brasil se superou mais uma vez e conquistou a medalha de prata, deixando para trás potências como a Rússia, Estados Unidos e Argentina.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Se vier de nós, não é o mundo o culpado

Descrição para cegos: a imagem mostra um papel preto que se rasga e revela os olhos de uma menina com Síndrome de Down, que sorri. No canto inferior direito se lê: Síndrome de Down: É preciso ver com novos olhos. 
Certo dia estava em um salão de beleza e ouvi duas mulheres conversando sobre o filho da irmã de uma delas que havia nascido. Comecei a prestar atenção na conversa quando elas começaram com: “Sabe, né?! Hoje em dia as pessoas estão entendendo mais o que é uma pessoa com Síndrome de Down, mas eu sei que essa criança vai sofrer muito...”. O que mais me chocou foi o fato de ser a tia da criança a falar isso.
Todos pensamos que o preconceito vem de fora, mas ele começa antes mesmo da pessoa – nesse caso a criança – sair de casa. Carregamos conosco tanta culpa dos outros que muitas vezes não vemos sequer o pré-conceito que está arraigado em nós mesmos. São pensamentos assim que, se fossem evitados durante toda uma vida, a sociedade estaria incluindo esses deficientes e não os excluindo.

Vamos parar para pensar que se fizéssemos nossa parte como cidadãos e primeiramente como seres humanos melhoraríamos os olhares que são dirigidos a essas pessoas, o cuidado que deveríamos ter com o próximo, sendo ele deficiente ou não. (Gabriella Mayara)

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Derek Rabelo - uma vida além da visão


Descrição para cegos: cartaz do documentário
"Além da Visão", cujo título está em destaque
na parte de cima. A arte em preto e branco
 mostra um olho de cor azul, que reflete
uma pessoa surfando.  No canto inferior esquerdo
lê-se a frase: "Andamos por fé e não pelo que
vemos - 2 Coríntios 5,7". Na parte inferior do
cartaz está o nome de Derek Rabelo.
Algumas vidas são capazes de sair da linha do comum para inspirar outras. Este é o caso do jovem surfista brasileiro de 22 anos Derek Rabelo, que nasceu deficiente visual no ano de 1992 e mesmo assim surfou na praia de Pipeline no Hawaii, considerada um dos picos de surf mais cobiçados e difíceis para qualquer surfista profissional. Ele ainda anda de bicicleta, salta de paraquedas e pratica skate Downhill e Tow-in (surfe de ondas gigantes).
Derek nasceu portador de Glaucoma Congênito (doença rara que atinge os olhos). Mas, segundo ele, isso nunca foi motivo para deixar de sonhar, principalmente porque sempre teve o apoio dos familiares. “Eles sempre me apoiaram, principalmente para surfar, e a primeira vez que surfei foi com meu pai. Esse dia foi alucinante”, disse Derek.
“Vejo tudo o que vocês veem, mas de outras formas, acredito que Deus me empurra no momento que uma onda está se aproximando”, explica ele.
          Após encarar as mortíferas ondas do Hawaii e fazer bonito, ele despertou o interesse de Bruno Lemos (fotógrafo e cinegrafista brasileiro) e foi convidado para participar do documentário “Além da Visão”, sobre a sua vida. O documentário foi lançado em fevereiro de 2013. (Felipe Ramos)

sábado, 4 de outubro de 2014

Quem muito fala e pouco faz

Descrição para cegos: urna eletrônica e
parte da mão de uma pessoa com o dedo
indicador na tecla "Confirma".

Demokratía. A palavra grega composta pelos radicais demos (“povo”) e kratos (“poder”) traduz o verdadeiro sentido da democracia. Neste domingo (5), brasileiras e brasileiros estarão indo às urnas para exercer o mais importante ato de cidadania. Vale relembrar que, ao escolher um candidato, o cidadão reconhece suas propostas e as reafirma, confiando àquela autoridade o dever de formular as políticas públicas do Estado e o representar no meio político.
No entanto, há quem tente ludibriar o eleitor com promessas mirabolantes e falsas verdades. Em época de eleição, é comum que alguns políticos se aproximem de movimentos sociais e demonstrem uma aparente empatia pela causa, como, por exemplo, a luta pelos direitos das pessoas com deficiência.
Nesses casos, é preciso redobrar a atenção. Nem sempre os interesses do candidato em se unir à luta estão relacionados ao reconhecimento das reais necessidades do movimento, como a melhoria da acessibilidade e inclusão. Por vezes, essa aproximação é utilizada apenas como meio para chegar ao poder e, após isso, todo compromisso é descartado – e muitas vezes esquecido por ambas as partes.  

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Parabéns deficiente, você consegue! (sic)


Descrição para cegos: Eduardo Camara, sorrindo posando para foto, segurando um copo com chopp, em um bar. Eduardo está com uma camisa azul, e no fundo da imagem um homem com camisa listrada, luzes e uma televisão.
Parece até espantoso você avaliar a pessoa pelo grau de deficiência que ela tem. Ao realizar atividades cotidianas os deficientes são considerados incapazes de fazer qualquer coisa sozinhos ou ao menos tentar resolver as coisas por sua própria conta. Eles não gostam de ser vistos como coitadinhos e nós devemos respeitá-los sem medir ninguém por grau de dificuldade que tenha ou não. Pessoas são pessoas, independente de raça, cor, credo ou qualquer outra medida utilizada.
Leia a seguir um desabafo de um deficiente físico que foi parabenizado por estar em uma balada. (Gabriella Mayara)

domingo, 28 de setembro de 2014

Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

Descrição para cegos: uma mulher em cadeira de rodas adaptada para esportes. Ela está devidamente equipada com capacete e roupas próprias, sorrindo ao posar para a foto. Ao fundo a imagem de um ônibus de apoio ao evento.

O calendário da humanidade é repleto de datas memorativas. No dia 21 de setembro, por exemplo, comemora-se o Dia da Árvore, o Dia do Radialista, o Dia Mundial do Alzeheimer, o Dia Internacional da Paz e o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência. Diferentemente dos outros, este último ressalta a luta e foi definido por lei.

No dia 14 de julho de 2005 foi oficializada a Lei Federal nº 11.133, que criou o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência. A data escolhida, 21 de setembro, na verdade é uma metáfora: representa o florescer de uma nova era – já que esse mês marca o início da primavera no hemisfério sul da Terra.