segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Havia um cadeirante no ônibus

Descrição para cegos: na imagem, um cadeirante sobe num ônibus através da rampa elevatória.  
 Por Felipe Ramos

Há alguns dias uma cena me chamou atenção. Era um dia comum dentro de um ônibus. Um cadeirante pediu para subir. Nada de estranho até ali. Entretanto, desde que comecei a escrever neste blog meu olhar para a pessoa com deficiência mudou, tornou-se mais aguçado, principalmente em situações cotidianas, presenciando suas lutas diárias. Deste modo, decidi observar como seria realizada a entrada do cadeirante em ônibus de transporte coletivo da minha cidade, João Pessoa. Uma coisa simples, já vista por muitos, mas quis analisar cada detalhe. Foi doloroso!

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Os desafios da inclusão na educação

Descrição para cegos: a imagem mostra a mão de uma pessoa lendo uma página escrita no Sistema Braille.
O artigo “A Educação Inclusiva é Transversal?” de autoria da pedagoga Luciene Molina, instiga o leitor a se perguntar se a educação é inclusiva e igualitária. Luciene nasceu com baixa visão e ficou totalmente cega aos 17 anos. Ela é professora da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), em São José dos Campos – SP, e é reconhecida pelas contribuições para o avanço do Ensino a Distância (EaD) para pessoas com deficiência visual no Brasil. Confira o artigo abaixo. (Mabel Abreu)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Familiares relatam desafio do tratamento do autismo

Descrição para cegos: a imagem em preto e branco retrata um menino olhando pela janela, com seu rosto sendo refletido pelo vidro. 
Para a presidenta da Associação Brasileira de Autismo, Marisa Furia Silva, o autismo ainda é um assunto pouco abordado, sobretudo no Brasil. O que há muitas vezes reservado para as pessoas que apresentam os sintomas da Síndrome de Asperge, conhecidas como autistas, é o julgamento de boa parte da população, quer seja pela falta de informação ou de consciência. Por outro lado, mães e pais relatam outro desafio. Na matéria publicada no site Inclusive.Org, os familiares de pessoas com essa deficiência apresentam a barreira que é a dificuldade no tratamento, principalmente após o diagnóstico, mesmo quando este é precoce. Confira a matéria completa aqui. (Felipe Ramos)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Site descreve conteúdo audiovisual para deficientes

Descrição para cegos: a imagem mostra a logomarca do "Legenda Sonora", nome que está em destaque, em letras amarelas. Abaixo, em menor tamanho, lê-se "Entretenimento Audiodescrito", com letras na cor cinza. 

O Legenda Sonora é um projeto que contribui com a inclusão das pessoas com deficiência no meio virtual. O site oferece aos deficientes visuais, cegos ou com baixa visão, a audiodescrição de vídeos disponibilizados online. De filmes clássicos, como Forrest Gump e Star Wars, a comerciais do YouTube, os conteúdos são organizados em sete categorias: animação, ativismo, curtas, filmes, humor, séries e informativo. No final de 2014, o Legenda Sonora recebeu o prêmio Brasil Criativo na categoria Cinema e Vídeo e foi o 3º no Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web. Em entrevista ao QSocial, o idealizador do projeto, o ex-ator de teatro Diego Oliveira, revelou que o segredo para uma boa audiodescrição está na humanização do processo, que une técnica e emoção na medida certa. Confira a matéria completa (Fernanda Mendonça):


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Entendendo melhor o Autismo

Descrição para cegos: imagem mostra a captura de tela do "Programa Especial", transmitido pela TV Brasil. No estúdio do programa estão duas mulheres, uma delas na cadeira de rodas, conversando. Atrás, um monitor com o nome do programa. À esquerda do estúdio, um painel com letras no sistema braille. No canto superior direito da tela está o símbolo da emissora. No canto inferior direito, a captura de tela mostra uma mulher transmitindo o conteúdo da conversa em Libras. Há também uma legenda que transcreve o que está sendo dito no momento. 
O autismo atinge 0,6% da população, sendo quatro vezes mais comuns em meninos do que em meninas e é considerado um déficit na comunicação e na interação social. Essas características sãoidentificadas antes dos três anos de idade. Abaixo, uma reportagemdo Programa Especial, veiculada pela TV Brasil, entrevistando a presidente do Grupo Azul, destinado a autistas e a neurologista Carla Gikovate, que fala sobre o autismo, como proceder diante o diagnóstico e quais são os tratamentos. (Mabel Abreu)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Invisíveis pelo Silêncio

Descrição para cegos: a imagem mostra captura de tela do documentário "Invisíveis pelo Silêncio". Nela, uma moça de cabelos loiros e blusa laranja aparece falando na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Seu nome está em destaque no canto inferior direito, "Renata"; logo abaixo, está escrito: "estudante de Pedagogia". Ela está sentada num sofá e atrás aparecem parte de uma televisão, porta-retratos e alguns CDs, dispostos num "rack".
Por Mabel Abreu

    Imagine tudo no mudo! As pessoas falam e falam e você nada compreende. Então, procura se distrair com algo e vai zapear canais na tevê, mas tudo continua na mesma. Essa é a realidade de 5,7 milhões de brasileiros que apresentam algum tipo de deficiência auditiva, seja ela, leve ou severa.

    O documentário “Invisíveis Pelo Silêncio”, produzido em 2008 por Helen Baesse, retrata o descaso da mídia em não assegurar uma programação acessível para pessoas surdas, chamando atenção para a importância e necessidade das legendas, das legendas ocultas (closed caption) e da janela de Libras. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O papel da mídia e os deficientes

Descrição para cegos: no primeiro plano da imagem, um homem aparece de costas para a foto, operando uma câmera de televisão, apoiada num tripé. No chão, do lado direito do tripé, aparece parte de um monitor de TV. No segundo plano da imagem, um repórter encontra-se agachado, portando um microfone com fio, que se estende pelo chão até onde está a câmera de televisão. Ele entrevista um homem que está numa cadeira de rodas. Ao fundo aparecem árvores e casas.  
Refletir sobre o papel da mídia na construção de uma consciência mais bem formada sobre os direitos da pessoa com deficiência é fundamental. O jornalismo tem um papel de grande importância na valorização do ser humano e isto fica claro no modo como se conta uma história, em uma reportagem, por exemplo. Neste texto publicado no site Observatórioda Imprensa a reflexão nos leva a pensar sobre a aura de coitado muitas vezes colocada nos personagens de matérias com deficientes e no papel do jornalista de levar à sociedade conceitos de cidadania. Confira aqui a matéria completa. (Felipe Ramos)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Exclusão e inclusão dos surdocegos

Descrição para cegos: a imagem mostra Alex Garcia falando ao microfone. Ele está sentado atrás de uma bancada, na qual estão apoiados um notebook, copos com água, e uma placa com seu nome. 
O artigo de autoria de Alex Garcia, intitulado Surdocegueira e Inclusão no Brasil, aborda a realidade da exclusão e inclusão social de pessoas multideficientes. Como surdocego, o autor traz à discussão argumentos filosóficos, mas também subjetivos. Desde criança, Alex Garcia perde gradativamente a capacidade de ver e ouvir. Ele foi o primeiro surdocego a cursar uma universidade no Brasil. Hoje, especialista em Educação Especial, preside a Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes (Agapasm) e é membro da World Federation of Deafblind. Confira o artigo (Fernanda Mendonça): 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

The Sisters of Invention: grupo pop formado por mulheres com deficiência

Descrição para cegos: a foto mostra, da esquerda para a direita: Aimee, Annika e Michelle (que está sentada na frente), Jackie e Caroline. Todas estão com vestidos sujos e manchados, num ambiente escuro. 
Cinco mulheres que, apesar de parecerem diferentes, têm muito em comum. O primeiro fato que as une é o amor pela música. Em segundo, vêm as dificuldades que compartilham: todas são mulheres com algum tipo de deficiência – e isso não as impediu de batalhar por seus sonhos.
Juntas elas formam o grupo pop The Sisters of Invention, que anda fazendo sucesso na Austrália. Através de suas músicas, Annika, Michelle, Jackie, Aimee e Caroline transmitem experiências por elas vividas.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Um parque para a alegria de todos

       
Descrição para cegos: duas crianças paraplégicas, usando próteses nos membros inferiores, estão de costas para a foto, juntas, em uma atividade na qual elas precisam mover de uma extremidade a outra, pequenos cubos que estão encaixados em uma barra ondulada.
Na Mooca, em São Paulo, há um projeto inovador no país sendo aplicado. No espaço pensado para ‘incluir’ quem nunca deveria sentir-se excluído, são disponibilizados ao todo 15 brinquedos adaptados para crianças com deficiência. Porém, como o objetivo é gerar a integração entre as pessoas, o espaço também foi projetado para crianças que não tenham deficiência possam se divertir nos brinquedos. A ideia é um modelo daquilo que todos locais deveriam ser, caso fossem pensados para todos, e não só para alguns grupos de pessoas. Confira a matéria completa. (Felipe Ramos)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O meio digital e a visibilidade das pessoas com deficiência

Descrição para cegos: a imagem
mostra Lia Almeida sentada, posando
para a foto, olhando para a câmera.
Em entrevista para o Espaço Experimental, a doutoranda da PUC de São Paulo Lia Almeida explicou como as mídias digitais podem contribuir com a visibilidade das causas das pessoas com deficiência no meio social. Confira abaixo a matéria completa (Fernanda Mendonça):


As mídias digitais estão proporcionando aos militantes a exploração de canais de comunicação através dos quais manifestam suas demandas. A doutoranda Lia Almeida analisa como esse recurso contribui com a visibilidade das causas das pessoas com deficiência no meio social. Ela está cursando doutorado na PUC de São Paulo, na área de Cultura e Ambientes Midiáticos. A pesquisa é intitulada Biossociabilidade e Estratégias de Comunicação em Rede: As Mídias Digitais como Espaço de Visibilidade para as Pessoas com Deficiência. São analisados aspectos culturais e comunicacionais em publicações divulgadas em meio digital que tratam de assuntos relacionados à causa. A repórter Fernanda Mendonça conversou com Lia Almeida sobre ciberativismo e a militância das pessoas com deficiência. 




II Colóquio de Direitos das Pessoas com Deficiência - com a professora Sandra Santiago

Descrição para cegos: a imagem mostra Sandra Santiago sentada atrás de uma mesa, no segundo plano. Uma câmera aparece gravando a professora no primeiro plano.
O II Colóquio de Direitos das Pessoas com Deficiência da Disciplina de Jornalismo e Cidadania foi realizado no dia 19 de novembro com a professora Sandra Alves da Silva Santiago. Graduada em Pedagogia, Sandra tem doutorado em Educação pela Universidade Federal da Paraíba e atua como docente e pesquisadora da UFPB na área de educação e inclusão de pessoas com deficiência. A organização foi de Felipe Ramos, Fernanda Mendonça, Gabriella Mayara e Mabel Abreu.

No primeiro vídeo, a professora Sandra explica o conceito de inclusão, que está além da instalação de rampas de acesso.



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Aplicativo ajuda crianças com paralisia cerebral

O aplicativo sendo utilizado por uma menina de nove anos com paralisia cerebral
Descrição para cegos: a foto mostra a mão de uma menina com paralisia cerebral utilizando o aplicativo em um tablet.


O progresso da tecnologia está proporcionando mudanças no cotidiano de
pessoas com deficiência e, assim, um novo modelo de vida. Seja com a
criação de próteses cada vez mais leves e com respostas mais rápidas
para a adaptação do usuário, ou por meio dos computadores, ajudando na
comunicação de indivíduos com deficiência. É o caso do primeiro
aplicativo disponível para tablets no nosso idioma, o Livox, que você
confere abaixo. (Mabel Abreu)

Carlos Pereira, pai de Clara, de cinco anos, desenvolveu o aplicativo Livox e agora consegue se comunicar com a filha, que tem paralisia cerebral. O analista de sistemas criou inicialmente um sistema simples em que a menina podia responder "sim" ou "não". Com ajuda de fonaudiólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos, o aplicativo ganhou forma e é considerado um dos métodos mais eficientes de se comunicar com pacientes com esse
diagnóstico no Brasil.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dia de reflexão e inclusão

Descrição para cegos: desenho feito à mão de uma ciranda, composta por seis bonecos e duas bonecas. Dentre os bonecos, dois seguram uma bengala e um é cadeirante.
No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado hoje, 3 de dezembro, a Turminha do MPF faz um resgate histórico sobre a origem da data e a importância da inclusão social. O site, vinculado ao Ministério Público Federal, tem o objetivo de contribuir com a formação cidadã de crianças e adolescentes. Assuntos como equidade, direitos humanos e diversidade são prioridades de discussão. Além de oferecer aos cidadão links de manuais do Ministério da Educação sobre educação inclusiva, também estão disponíveis textos e conteúdos audiovisuais relacionados a acessibilidade e discriminação. Confira a seguir o texto publicado no site da Turminha do MPF: (Fernanda Mendonça)