sexta-feira, 29 de julho de 2016

Jovens com deficiência visual criam web rádio

Descrição para cegos: à esquerda, William Veras e, à direita, Otto de Sousa Moreira, ambos utilizando seus respectivos notebooks em uma transmissão da Web Rádio Luz e Arte.

Por Samuel Amaral

O slogan “A rádio que promove sempre a inclusão”, repetido tantas vezes durante a programação da Web Rádio Luz e Arte, não é uma frase de efeito qualquer, mas a melhor expressão do espírito desse projeto, realizado exclusivamente por pessoas com deficiência visual.
A Web Rádio Luz e Arte começou suas atividades no dia 2 de dezembro de 2015, por iniciativa do estudante de Rádio e TV da Universidade Federal da Paraíba Otto de Sousa Moreira, e de Ana Lúcia Santos, na época vice-presidente do Instituto dos Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha. No ar 24 horas por dia, sete dias por semana, a Web Rádio tem uma programação variada, para todos os gostos, veiculando programas musicais, boletins de notícia, programas esportivos, religiosos, literários: todos voltados para o público em geral.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Há mais do que seu olho pode ver

Descrição para cegos: foto de um olho feminino.


Por Amanda Galdino

Com o passar dos anos eu aprendi que o ver é relativo. As pessoas podem ver umas às outras, mas não se enxergam de verdade. Elas não compreendem a importância de tomar um tempo para si e realmente observar o mundo ao seu redor.
Eu posso sentir o cheiro das flores frescas. Posso ouvir o som da água do rio correndo e a risada das crianças que brincam no parque. Sinto a brisa leve percorrer os meus braços. E tudo é muito intenso.
Eu sou capaz de sentir tudo ao meu redor. Os sentimentos, as emoções, as dores, os sonhos. A realidade me é muito mais palpável.
Eu posso não ser capaz de ver as cores, não conseguir olhar o céu, ou enxergar o meu reflexo nos olhos daqueles que amo, mas eu sou capaz de sentir cada parte disso dentro do meu ser. Porque a vida me ensinou que a visão é muito mais do que a habilidade de ver, é a sensibilidade de entender o que é visto.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Projeto garante trabalho para pessoas com deficiência

Descrição para cegos: no primeiro plano, a imagem mostra um homem em cadeira de rodas, utilizando um notebook, que está sobre uma mesa. Ao seu lado, num segundo plano, aparecem duas mulheres manuseando computadores igualmente dispostos em  cima da mesa. A imagem mostra ainda um homem em pé, auxiliando uma das mulheres. Os rostos não aparecem na imagem. 
Por Amanda Galdino 

Através de ações sustentáveis de inclusão, o projeto “Levanta-te, Vem Para o Meio”, parceria entre a Prefeitura de Teresina e a ASA (Ação Social Arquidiocesana)tem a missão de promover a pessoa com deficiência e garantir-lhe as condições de trabalho para o exercício da cidadania.  
Oferecendo cursos de capacitação, o projeto  oportunidades de empregabilidade em mais de 50 empresas parceiras, que cumprem a cota de contratação de pessoas com deficiência, conforme a Lei 8.213/1991, que segundo o Art. 93, determina que “a empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras de deficiência.” 
Ao todo, são mais de 70 cursos oferecidos, todos gratuitos, que contemplam as áreas de Informática, Eletrônica, Administração, Prestação de Serviços e Comércio.  
A ação já capacitou mais de mil pessoas, tendo, pelo menos, 300 delas incluídas no mercado de trabalho. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Pesquisa busca meios para ensino de língua estrangeira a deficientes visuais

Descrição para cegos: a foto mostra a professora Betânia Medrado, usando óculos escuros e sorrindo para a câmera. O nome da docente está em destaque no canto superior direito. 
O trabalho leva em conta que os métodos tradicionais de ensino de outros idiomas criam barreiras para quem não consegue ver. A pesquisa é orientada pela professora Betânia Passos Medrado, do Centro de Ciências Humanas e Letras da UFPB. Nela, são desenvolvidos protótipos de material didático e propostas de novas formas para o uso do quadro na sala de aula. Ouça a reportagem que produzi para o programa Espaço Experimental, da Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Luiz Lambert):

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Entendendo a "adaptação razoável"


Descrição para cegos: a imagem mostra uma calçada acessível: rebaixada e com piso tátil.
Apesar de haver um grande número de pessoas com deficiência no Brasil, e do muito que tem se esclarecido sobre seus direitos, ainda é um grande desafio para elas encontrarem condições mínimas de para alcançarem autonomia e dignidade. Isso devido, principalmente, à falta de acessibilidade, que é uma exigência constitucional e direito fundamental para as pessoas com deficiência. Uma forma de desimpedir esses acessos pode ser a adaptação razoável, conceito apresentado na Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, de 2006. A adaptação razoável é indicada para a adequação de espaços, produtos e serviços. A leitura do texto a seguir, publicado na página do Grupo Vozes, Empoderamento e Inclusão das Pessoas com Deficiência, pode elucidar o conceito. (Marília Araújo)

sábado, 12 de dezembro de 2015

Educação é direito de todos


Descrição para cegos: a imagem mostra carteiras enfileiradas numa sala de aula.
Por Marília Araújo
Um dos grandes desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência é a luta pelo acesso ao ensino regular. Assegurar a todos a igualdade de condições para o acesso à escola e a permanência nela, sem discriminação, é um princípio que está previsto na Constituição desde 1988, porém o processo de inclusão tem encontrado muitas barreiras no tocante à educação.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

III Colóquio sobre Direitos da Pessoa com Deficiência – com Windyz Ferreira e Alceni Maria

Descrição para cegos: foto mostra Windyz à esquerda e Alceni à direita, sentadas, e a câmera filmando-as, com elas aparecendo no visor

O III Colóquio sobre Direitos da Pessoa com Deficiência foi realizado no dia 1º de dezembro pela turma de Jornalismo e Cidadania do Curso de Jornalismo na UFPB. As convidadas foram a professora Windyz Brazão Ferreira e a pedagoga Alceni Maria da Silva, que tem visão subnormal e é servidora da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência da Paraíba (Funad). O colóquio foi organizado por Gabriela Garcia, Luiz Lambert, Marília Araújo e Marília Cordeiro.

Assista ao colóquio a seguir:

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Dia de quê?

Descrição para cegos: ilustração mostra o mapa mundi com o símbolo da ONU sobreposto, ambos na cor azul. Atrás encontra-se o símbolo da Justiça, a balança, nas cores do arco-íris. À esquerda e à direita da balança está o Símbolo Internacional de Acesso, representado por uma pessoa em cadeira de rodas, também nas cores do arco-íris. Ao centro, há detalhes na forma da letra "S" na cor verde.
Por Marília Araújo

Por decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU)de 14 de outubro de 1992, o 3 de dezembro foi instituído como o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. A principal ideia dessa data é refletir sobre as melhores ações para garantir qualidade de vida e dignidade para todas as pessoas que têm algum tipo de deficiência.
Mas além de refletir, é urgente pôr em prática. Um longo caminho ainda precisa ser percorrido para que alcancemos uma sociedade efetivamente inclusiva, ou seja, um lugar com oportunidades para todos, onde cada indivíduo representa igual papel de contribuição para a coletividade.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ação da Confenen para banir crianças com deficiência da escola regular é negada


Descrição para cegos: a imagem mostra vários meninos posando para a foto, sorrindo. Alguns estão fazendo o gesto "paz e amor", com os dedos em forma de "V".
Por Gabriela Garcia

  O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu medida cautelar na Ação de Inconstitucionalidade (ADI) 5357, ajuizada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) contra dispositivos do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) que tratam de obrigações dirigidas às escolas privadas.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A discriminação mora ao lado

Descrição para cegos: a imagem mostra seis esculturas de macacos: três maiores e três menores. As menores estão à frente e têm a cor azul. Eles aparecem fechando a boca, os ouvidos e os olhos. Os três macacos maiores estão atrás e são marrons. Eles fazem os mesmos gestos: um fecha a boca, o outro os ouvidos e o outro os olhos. 

Por Marília Araújo


Eu estava lá, ao lado da porta, pedindo que me ajudassem a subir a rampa íngreme. E você, nem a minha presença sentiu. Eu estava lá, na calçada, sem saber se o sinal abriu. E você tampouco me viu.
Eu pedi ajuda, com gestos simples, e parece que isso te amedrontou. E quando não pude ouvir o que disse, você de pronto me ignorou.
Eu precisei de educação de qualidade, e você não atendeu. Mostrou quanto era difícil adaptar a escola para “uma pessoa como eu”.
Você viu o meu currículo e quis me contratar, mas ao ver minha diferença, precisou ensaiar desculpas para me incapacitar.
Tudo isso foi tão pouco, mas se lhe pareceu casual, permita que eu informe: isso não é natural. Se ainda existe discriminação, quem é deficiente, afinal?

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Asdef constata inadequações nas obras da calçadinha da orla

Descrição para cegos: a imagem mostra um rapaz em cadeira de rodas, atravessando a rua na faixa de pedestres e subindo uma calçada rebaixada, porém, sem o piso tátil. Ao fundo, há um ônibus com o símbolo da Asdef - Associação de Deficientes e Familiares.
Por Gabriela Garcia

Uma vistoria realizada pela Associação de Deficientes e Familiares (Asdef) na calçadinha da orla do Cabo Branco, comprovou várias inadequações nas obras. Um dos problemas detectados, foi o do piso tátil, que não segue as normas técnicas, e os obstáculos, como os orelhões, quiosques e lixeiras, que dificultam o trânsito de portadores de deficiência visual.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Projeto Anima visa interatividade de pessoas com deficiências

Descrição para cegos: a foto mostra a professora Taísa Caldas em sala de aula, tendo ao fundo uma lousa. O nome da docente está em destaque no canto superior esquerdo. 
O Anima tem como objetivo o desenvolvimento dessas pessoas para uma vida mais participativa na sociedade. Ele é coordenado pela professora do Curso de Pedagogia da UFPB Taísa Caldas Dantas. A professora destaca que os jovens atendidos pelo Projeto Anima superaram obstáculos que os impediam de fazer coisas que seriam simples para outras pessoas. Taísa cita como exemplo, pagar a próprias contas, ir ao cinema desacompanhado e não depender de outras pessoas. Ouça abaixo a entrevista que fiz com a professora Taísa Caldas para o programa Espaço Experimental. (Gabriela Garcia).

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Senado lança Estatuto da Pessoa com Deficiência em Braile

Descrição para cegos: imagem da capa do
"Estatuto da Pessoa com Deficiência". O título está em destaque
no canto superior esquerdo e, abaixo dele, estão os dizeres:
"Atualizado até julho de 2015" e "Transcrição em volume único
para o Sistema Braille pela Secretaria de Editoração e Publicações
do Senado Federal". Todas essas informações estão transcritas em braille
 na capa, que conta ainda com quatro ilustrações de pessoas
com alguma deficiência.

Após entrar em vigor, o Estatuto da Pessoa com Deficiência ganha versão em braile. Observando uma carência de títulos nessa língua, o Senado disponibiliza uma versão para organizações e bibliotecas que trabalham com cegos. Reportagem completa no site da Agência Senado. (Luiz Lambert)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

UFPB sedia Curso internacional de Gentle Teaching

Descrição para cegos: imagem mostra um polegar para cima, em sinal de "positivo". Há uma "carinha feliz" pintada nele, com olhos arregalados e um largo sorriso. Ao fundo há uma lousa. 
Por Marília Araújo

O Projeto de extensão Pró-Mães, da Universidade Federal da Paraíba, em parceria com a Associação de Deficientes e Familiares (Asdef), realiza na próxima sexta-feira um Curso de Gentle Teaching para Famílias de Pessoas com Deficiência. Será ministrado pelo psicólogo Mario do Carmo Pereira, de Portugal, e acontece no auditório da Reitoria, das 8h às 17h.
O Gentle Teaching (ou Ensino Gentil) é um modelo pedagógico baseado numa forma de relacionamento de interdependência e companheirismo, que visa demonstrar que a base das necessidades do ser humano está nos sentimentos.