quinta-feira, 28 de maio de 2015

Quais problemas uma criança deficiente pode ter se não frequenta o dentista?

Descrição para cegos: na foto está a dentista Glória Pimenta vestindo uma blusa com listras pretas e brancas. Há um microfone suspenso à sua frente. No fundo, estão algumas pessoas sentadas em carteiras escolares.
Todo mundo sabe dos temores que a ida ao dentista desperta em muitas pessoas. Com uma criança não é diferente. Quando se trata de uma criança com necessidades especiais, o problema aumenta porque envolve outros fatores, dependendo do paciente. A equipe do Espaço Experimental realizou uma entrevista com a cirurgiã dentista e especialista em pacientes com necessidades especiais, Glória Pimenta, e com a dentista Jordana Medeiros, especialista em odontopediatria e atendimento a pacientes em Unidade de Terapia Intensiva, para discutir o assunto. A produção foi de Laís Albuquerque e Mabel Abreu. Acompanhe abaixo. (Gabriela Garcia)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Análise de redes sociais aponta pontos positivos e negativos em matéria de inclusão

Descrição para cegos: a imagem mostra o desenho da silhueta de um homem sentado, mexendo num notebook que está em cima de uma mesa. Ao fundo, várias logos de redes sociais são distribuídas em uma balão cinza, como Blogger, YouTube, Facebook, Google, Twitter, Flicker, Wordpress, Apple, Linkedin, entre outros.
Sabe-se que a internet dispõe de um amplo acervo de conteúdos que informam e entretêm, mas que também possibilita interações sociais. Com o surgimento de tecnologias inclusivas (como os leitores de tela e teclados em Braille, por exemplo), pessoas com deficiência passaram a desfrutar da acessibilidade na web. No entanto, muito ainda é necessário para que a inclusão seja mais efetiva. A pedagoga Luciane Barbosa, que defende mais acessibilidade na programação de páginas da web, analisou a experiência proporcionada por algumas redes sociais a pessoas portadoras de deficiência visual. A conclusão é de que muitas páginas ainda são construídas sem visar a inclusão. Leia reportagem sobre o assunto publicada no Portal EBC. (Marília Araújo)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Um sentimento


Descrição para cegos: a imagem mostra dois meninos brincando em um jardim: um está em uma cadeira de rodas, levantando um avião vermelho de brinquedo e o outro está sorrindo, empurrando a cadeira de rodas.
Por Gabriela Garcia

O que é amar em uma cadeira de rodas?
Amar sem uma perna, um braço...
Amar sem ver, ouvir, sem tocar.

Deficiente ou ciente?
Ciente, é ser diferente
É puro, natural, é real.

domingo, 24 de maio de 2015

Fotografia para deficientes visuais

Descrição para cegos: na foto está um homem de óculos escuros e roupa cinza levantando uma câmera profissional acima de sua testa, tentando capturar uma imagem.
Com o objetivo de estimular o deficiente visual explorar os seus próprios sentidos, curso propõe uma nova abordagem sobre a fotografia. Para trazer à luz uma percepção diferente do mundo, o fotógrafo recebe a descrição do ambiente, mas decide quando realizar o clique. (Luiz Lambert)


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Psicóloga revela os mitos que envolvem pessoas com deficiência

Descrição para cegos: a imagem apresenta silhuetas coloridas de diferentes tipos de pessoas: crianças, homens, mulheres, altos, baixos, em cadeira de rodas e com deficiência visual, com cão guia e bengala.
Muitas pessoas costumam insinuar que um deficiente, seja de qualquer tipo, não consegue fazer certas coisas, como, por exemplo, gerar um filho ou até mesmo ser um professor. A partir disso, a psicóloga e fundadora da Ong Projeto Próximo Passo, que apóia atletas com deficiência, Mara Gabrilli, tetraplégica há 21 anos, escreveu um artigo para o blog Vida Mais Livre ilustrando como a deficiência é cercada de mitos. Confira a seguir. (Gabriela Garcia)

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O Óleo de Lorenzo, o direito à vida e o cannabidiol

Descrição para cegos: na imagem
uma mão segura um frasco transparente
com um líquido amarelado dentro, e
com o rótulo branco com dizeres em
inglês: Lozenzo's oil (tradução: Óleo de Lorenzo)
e os componentes químicos do produto.

Por Luiz Lambert 


        O filme do cineasta George Miller, O Óleo de Lorenzo (Lorenzo’s Oil), produzido em 1992, conta a história real da família Odone, que lutou contra uma rara doença degenerativa e terminal, a adrenoleucodistrofia (ALD), que destrói progressivamente o sistema neurológico, causando perda da audição, da visão, da fala, da coordenação motora, chegando a uma paralisia geral e por fim, à morte. 
        Augusto e Michaela Odone, pais de Lorenzo, criança portadora da ALD, lutaram contra suas próprias limitações, realizando pesquisas científicas e desenvolvendo um óleo fitoterápico que, contrariando toda a concepção médica da época, foi testado e aprovado. Lorenzo, fazendo uso do óleo desenvolvido por seus pais, apesar de não autorizados pelas autoridades, viveu até os 30 anos, contrariando o prognóstico que estimava apenas 2 anos de vida. 
        O direito à vida também pode ser entendido como direito a lutar pela vida e por uma vida digna. Ao redor do mundo, outros pais lutam diariamente pela vida e dignidade de seus filhos e pedem para fazer uso de outra terapia fitoterápica: o cannabidiol, derivado do princípio ativo da maconha. 
        No Brasil, depois de uma luta incansável, famílias de pessoas portadoras de epilepsia, esclerose múltipla e outras doenças neurais foram atendidas pela Anvisa, que liberou o uso medicinal e controlado da substância. 
        Assim como o cannabidiol que está presente na cannabis sativa, o Óleo de Lorenzo também é natural, mas sua liberação que contrariava os interesses de grandes empresas, hoje é uma realidade. À base de oliva e canola, o óleo já salvou centenas de crianças dos terríveis sintomas da ALD em todo o mundo.

Link do trailer do filme O Óleo de Lorenzo: https://www.youtube.com/watch?v=h6HKRnO8XKA

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Secretaria de Direitos Humanos examina obras olímpicas para garantir inclusão e acessibilidade


(Foto: blog Turismo Adaptado)

No dia 7 de setembro de 2016, o Rio de Janeiro vai ser palco da abertura dos Jogos Paraolímpicos, evento com cerca de 4.300 atletas, de 178 países. Com essa data simbólica no horizonte, o brasil2016.gov.br preparou uma série de reportagens para ilustrar as várias frentes de trabalho em curso, tanto no plano esportivo quanto no governamental. Em uma das reportagens, Antônio Ferreira, Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), falou do legado intangível que os Jogos Paraolímpicos podem deixar, promovendo “um olhar mais humano” em relação às pessoas com deficiência. Confira abaixo a entrevista. (Gabriela Garcia)

terça-feira, 28 de abril de 2015

Você sabe o que significa “devotees”?



Devoteísmo é um assunto complexo e controverso, mas o debate é necessário. É um tema pouco discutido e pesquisado, talvez por tratar-se de um assunto em que a discussão pode cair em uma areia movediça, pois é um tema cheio de incertezas. Basicamente, devotee é aquele que sente atração por pessoa com deficiência, principalmente a que tem algum membro amputado ou é cadeirante. Leia abaixo sobre o tema no artigo publicado pela Associação de Pessoas com Deficiência de Uberlândia (Adef). (Gabriela Garcia)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Rock e a Síndrome de Down – construção de ideais

Descrição para cegos: a foto
em preto e branco apresenta a
metade do corpo de uma guitarra
e, à sua frente, brinquedos, sendo eles:
um boneco do Mario Bros,
 um do Luigi, uma da pricesa Peach
 (do jogo Super Mario Bros),
uma bolinha e um boneco do Scooby-doo.

Por Luiz Lambert

O ano era 1998. Enquanto eu fantasiava ser roqueiro durante os intervalos do programa infantil que finalizou a minha infância, um produto publicitário marcava aquela época. Mesmo para poucos, a internet já era realidade no nosso país e o sinal da extinta Music Televison Brasil chegava na maioria das casas que eu frequentava. O rock, além da influência materna que me proporcionou o contato com Bob Dylan e Legião Urbana, chegava através da MTV e principalmente através da grande rede que já ensaiava modelos de compartilhamento de mídias.
Um fluxo de guitarras marcantes e uma linha vocal totalmente estranha ao que eu tinha como rock, somados a imagens em preto e branco de composição fotográfica caprichadas, fazia saltar aos olhos a ideia do preconceito que não precisava ser narrado. Essa era a propaganda institucional da Fundação Síndrome de Down, que resultou em um dos primeiros ‘virais’ que pude observar na rede: “qual é a música da propaganda do Carlinhos?”       

quinta-feira, 12 de março de 2015

Folhetos de cordel são traduzidos para o sistema Braille

Descrição para cegos: a imagem mostra o estudante Flaviano Nascimento no canto inferior esquerdo. Ao fundo, resmas de papel escritas em braille.      
   O projeto foi desenvolvido pelo estudante Flaviano Nascimento, que é cego, para analise semiótica e transcodificação de contos e cordéis. Ele utilizou o acervo de folhetos Programa de Pesquisa em Literatura Popular da UFPB e teve como orientadora a professora Maria de Fátima Barbosa, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas. Segundo ela, o trabalho é importante tanto para os deficientes visuais, como para a cultura popular brasileira. Os folhetos traduzidos ainda não foram publicados. Eles estão no segundo andar da Biblioteca Central da UFPB, onde funciona o PPLP, Programa de Pesquisa em Literatura Popular. Ouça a reportagem que produzi para o programa Espaço Experimental, da Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Felipe Ramos):

sábado, 7 de março de 2015

Um grito de socorro

Descrição para cegos: a imagem mostra a mão de um homem, que se coloca atrás do ouvido, como se tentasse escutar melhor.
Por Gabriella Mayara

Participo de uma comunidade onde os cultos religiosos são transmitidos via internet ao vivo, mas algo que sempre me chamou atenção é que pouquíssimas vezes vi algum intérprete de Libras no recinto. As poucas vezes que vi era alguém conhecido do deficiente que vinha o acompanhando para que pudesse entender. Outras vezes também vi surdos totalmente perdidos durante os sermões pela falta de alguém que os pudesse auxiliar.
O fato que mais me chama atenção é: até onde é esse limite entre alguém deficiente poder praticar ações tão comuns a nós e não poder porque não se tem ferramentas para que ele seja atendido? Até quando ainda veremos pessoas se afastando dos deficientes visuais na rua ao invés de auxiliá-los a passar perto de um buraco, em algum lugar estreito sem cair ou tropeçar? Qual a nossa atitude diante disso? Será que por estarmos “muito bem, obrigada” no nosso lugar deixaremos de nos importar com os outros, já que isso não nos atinge?

quarta-feira, 4 de março de 2015

Cirurgias auditivas no Brasil: um avanço no tratamento à surdez

Descrição para cegos: a imagem mostra o Símbolo Internacional da Surdez na cor branca sobre um fundo azul. Trata-se de uma representação do ouvido humano sendo parcialmente transpassado por uma faixa na diagonal. 
Com o avanço da tecnologia nas cirurgias auditivas, em conjunto com o diagnóstico precoce, é possível melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência auditiva. É o caso do implante na orelha média, que já é realizado no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No podcast abaixo, Mara Gabrilli, do programa Derrubando Barreiras: Acesso para Todos, entrevista o presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, José Eduardo Lutaif Dolci, que explica esses progressos nas cirurgias faciais e auditivas. (Mabel Abreu)



terça-feira, 3 de março de 2015

Pertti Kurikan Nimipaivat: down e autismo no rock

Descrição para cegos: a imagem retrata os integrantes da banda Pertti Kurikan Nimipaivat, todos vestidos de preto. À frente, da esquerda para a direita, estão Pertti Kurikka (que tem em seu ombro a alça da guitarra à mostra) e Toni Välitalo. Atrás, também da esquerda para a direita, estão Kari Aalto e Sami Helle.
Uma banda finlandesa chamada Pertti Kurikan Nimipaivat, conhecida como PKN, tem se destacado na Europa pelo seu punk politizado que vem dando voz a pessoas com deficiência através de letras que abordam conscientização e preconceito. A banda surgiu há sete anos em uma oficina para pessoas com deficiência intelectual e é composta por membros com Síndrome de Down e Autismo. Em 2009 o grupo estrelou o documentário The Punk Syndrome, que fala um pouco da história da banda e do processo de composição. O grupo é formado por Pertti Kurikka (guitarra), Kari Aalto (vocal), Sami Helle (baixo) e Toni Välitalo (bateria). Neste ano o quarteto é uma das atrações de destaque do Eurovision, festival realizado anualmente pela União Europeia. Quer ouvir o som? É só clicar no vídeo abaixo. (Mabel Abreu)

domingo, 1 de março de 2015

Um silencioso Apartheid


Descrição para cegos: a imagem em preto e branco mostra o dedo indicador de uma mão levado à boca, num gesto de quem pede silêncio. 
Com as barreiras criadas nos dia a dia como, por exemplo, a falta de acessibilidade ou de conscientização nas relações interpessoais, as pessoas com deficiência enfrentam um silencioso 'Apartheid', ou seja, uma silenciosa separação, ou segregação da vida das pessoas consideradas 'normais'. Em um artigo publicado no site Planeta Educação, a advogada Ana Paula Crosara de Resende ressalta que apesar de haver muitas discussões sobre os Direitos Humanos, na vida real vamos criando cada vez mais barreiras para separar essas pessoas do nosso convívio, inclusive pela nossa omissão. Confira aqui o artigo completo. (Felipe Ramos)