domingo, 14 de agosto de 2016

Mesa discutiu o acesso à leitura na era digital

Descrição para cegos: da esquerda para direita, sentados atrás de mesas: Sandra Santiago, Perla Assunção, Antônio Muniz, Joana Belarmino e Helosman de Oliveira. Sobre as mesas há uma jarra e copos com água, microfone e a linha braille de Antônio Muniz. Ele está portando o microfone, falando.
Por Samuel Amaral

Pessoas com Deficiência e o acesso à leitura na era digital foi o tema que norteou as discussões na tarde da quinta-feira (11) no I Seminário Paraibano sobre Acessibilidade ao Livro e à Leitura, realizado no âmbito do projeto Agosto das Letras 2016. Integraram a mesa as professoras Joana Belarmino e Sandra Santiago, da UFPB; Perla Assunção, representante da Fundação Dorina Nowill; Antônio Muniz, presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB); e Helosman de Oliveira, representante da Funad (Fundação de Apoio ao Deficiente). 

sábado, 13 de agosto de 2016

Agosto das Letras teve seminário de leitura e acessibilidade

Descrição para cegos: foto mostra a professora
Joana Belarmino na mesa do debate.

Por William Veras


O Espaço Cultural José Lins do Rego recebeu na última quinta-feira o I Seminário Sobre Acessibilidade ao Livro e à Leitura, que objetivou levantar discussões sobre os mecanismos de acesso à leitura em todos os formatos, bem como o debate sobre o acesso das pessoas com deficiência visual a determinados materiais, que muitas vezes sofrem interferências por causa de problemas relacionados a direitos autorais, falta de compromisso do mercado editorial em produzir livros acessíveis para todos, dentre outros assuntos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O mundo da fotografia é possível para quem não enxerga?

Descrição para cegos: foto em preto e branco mostra uma bicicleta com aves voando ao seu lado. A cena da a impressão de que a bicicleta anda ao lado dos pássaros, da direita para a esquerda.

Por William Veras


Hoje é comum tirarmos fotografias; desde muito pequenos, somos estimulados a capturar imagens, e logo cedo ganhamos diversas oportunidades de fotografar. Mas você já parou para pensar em uma pessoa cega fotografando? Será que isso é possível?
Resolvemos fazer uma pesquisa entre algumas pessoas com deficiência visual e, para nossa surpresa, descobrimos que essa possibilidade é real, inclusive treinada através de cursos de fotografias específicos para pessoas cegas.
Mas, antes, saiba o que diz uma profissional do ramo da fotografia a respeito.
A fotógrafa Marcele Martineis, 12 anos no ramo, e trabalhando profissionalmente a quatro na fotografia, nos relatou algumas coisas que podem ajudar na abertura deste debate. Segundo Marcele, a fotografia é simplesmente a captura de emoções. Emoções estas que podem ser capturadas em paisagens, na natureza em geral, no canto dos pássaros, e todas as demais coisas que atraem o olhar e a emoção.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Inserção ou inclusão?

Descrição para cegos: à esquerda, Kézia Nascimento, na cadeira de rodas, em um vestido florido. À direita, Francisco Izidoro, presidente da Asdef - Associação de Deficientes e Familiares, tendo em mãos um exemplar do Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Por Samuel Amaral

Muita gente pode pensar que são sinônimos, mas na grande maioria das vezes, inserir pessoas com deficiência no mercado de trabalho não representa incluí-las na sociedade.
A Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência já existe há mais de 25 anos e assegura a inserção dessa parte da população no mercado de trabalho. Ela determina que empresas com mais de 100 empregados devem reservar porcentuais mínimos de vagas para pessoas com deficiência no seu quadro de funcionários: de 2 a 5% nas que contam com até 200 funcionários; 3% em empresas que têm de 201 a 500 funcionários; e 4% para as que dispõem de 501 a 1000 postos de trabalho. No entanto, segundo dados do Ministério do Trabalho, dos 45,6 milhões de deficientes brasileiros, apenas 306 mil encontram-se em algum tipo de atividade formal.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Desrespeito a vagas de deficientes na UFPB ganha popularidade nas redes

Descrição para cegos: foto mostra carro vermelho ocupando vaga reservada a pessoas com deficiência, tendo
 a roda sobre a figura que sinaliza essa destinação

                                                                       Por Jéssica Xavier                                                                 
        A legislação assegura a reserva de vagas especiais para deficientes físicos e garante que espaços públicos ofereçam no mínimo 2% dessas vagas. Apesar do caráter humanizante do recurso, não é difícil encontrar casos de desrespeito a esses espaços.
A frequência com que ocorre no campus da Universidade Federal da Paraíba em João Pessoa despertou na comunidade universitária indignação. Indignados, passaram a divulgar e denunciar os flagrantes desse tipo de infração em redes sociais, como o Facebook. A página Barbeiro UFPB se disponibiliza a postar fotos de veículos que param em locais indevidos, como em vagas reservadas, em rampas de acesso, calçadas ou faixas de pedestre. Utilizando a hashtag #barbeiroufpb, qualquer um pode contribuir com denúncias na página.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Jovens com deficiência visual criam web rádio

Descrição para cegos: à esquerda, William Veras e, à direita, Otto de Sousa Moreira, ambos utilizando seus respectivos notebooks em uma transmissão da Web Rádio Luz e Arte.

Por Samuel Amaral

O slogan “A rádio que promove sempre a inclusão”, repetido tantas vezes durante a programação da Web Rádio Luz e Arte, não é uma frase de efeito qualquer, mas a melhor expressão do espírito desse projeto, realizado exclusivamente por pessoas com deficiência visual.
A Web Rádio Luz e Arte começou suas atividades no dia 2 de dezembro de 2015, por iniciativa do estudante de Rádio e TV da Universidade Federal da Paraíba Otto de Sousa Moreira, e de Ana Lúcia Santos, na época vice-presidente do Instituto dos Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha. No ar 24 horas por dia, sete dias por semana, a Web Rádio tem uma programação variada, para todos os gostos, veiculando programas musicais, boletins de notícia, programas esportivos, religiosos, literários: todos voltados para o público em geral.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Há mais do que seu olho pode ver

Descrição para cegos: foto de um olho feminino.


Por Amanda Galdino

Com o passar dos anos eu aprendi que o ver é relativo. As pessoas podem ver umas às outras, mas não se enxergam de verdade. Elas não compreendem a importância de tomar um tempo para si e realmente observar o mundo ao seu redor.
Eu posso sentir o cheiro das flores frescas. Posso ouvir o som da água do rio correndo e a risada das crianças que brincam no parque. Sinto a brisa leve percorrer os meus braços. E tudo é muito intenso.
Eu sou capaz de sentir tudo ao meu redor. Os sentimentos, as emoções, as dores, os sonhos. A realidade me é muito mais palpável.
Eu posso não ser capaz de ver as cores, não conseguir olhar o céu, ou enxergar o meu reflexo nos olhos daqueles que amo, mas eu sou capaz de sentir cada parte disso dentro do meu ser. Porque a vida me ensinou que a visão é muito mais do que a habilidade de ver, é a sensibilidade de entender o que é visto.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Projeto garante trabalho para pessoas com deficiência

Descrição para cegos: no primeiro plano, a imagem mostra um homem em cadeira de rodas, utilizando um notebook, que está sobre uma mesa. Ao seu lado, num segundo plano, aparecem duas mulheres manuseando computadores igualmente dispostos em  cima da mesa. A imagem mostra ainda um homem em pé, auxiliando uma das mulheres. Os rostos não aparecem na imagem. 
Por Amanda Galdino 

Através de ações sustentáveis de inclusão, o projeto “Levanta-te, Vem Para o Meio”, parceria entre a Prefeitura de Teresina e a ASA (Ação Social Arquidiocesana)tem a missão de promover a pessoa com deficiência e garantir-lhe as condições de trabalho para o exercício da cidadania.  
Oferecendo cursos de capacitação, o projeto  oportunidades de empregabilidade em mais de 50 empresas parceiras, que cumprem a cota de contratação de pessoas com deficiência, conforme a Lei 8.213/1991, que segundo o Art. 93, determina que “a empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras de deficiência.” 
Ao todo, são mais de 70 cursos oferecidos, todos gratuitos, que contemplam as áreas de Informática, Eletrônica, Administração, Prestação de Serviços e Comércio.  
A ação já capacitou mais de mil pessoas, tendo, pelo menos, 300 delas incluídas no mercado de trabalho. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Pesquisa busca meios para ensino de língua estrangeira a deficientes visuais

Descrição para cegos: a foto mostra a professora Betânia Medrado, usando óculos escuros e sorrindo para a câmera. O nome da docente está em destaque no canto superior direito. 
O trabalho leva em conta que os métodos tradicionais de ensino de outros idiomas criam barreiras para quem não consegue ver. A pesquisa é orientada pela professora Betânia Passos Medrado, do Centro de Ciências Humanas e Letras da UFPB. Nela, são desenvolvidos protótipos de material didático e propostas de novas formas para o uso do quadro na sala de aula. Ouça a reportagem que produzi para o programa Espaço Experimental, da Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Luiz Lambert):

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Entendendo a "adaptação razoável"


Descrição para cegos: a imagem mostra uma calçada acessível: rebaixada e com piso tátil.
Apesar de haver um grande número de pessoas com deficiência no Brasil, e do muito que tem se esclarecido sobre seus direitos, ainda é um grande desafio para elas encontrarem condições mínimas de para alcançarem autonomia e dignidade. Isso devido, principalmente, à falta de acessibilidade, que é uma exigência constitucional e direito fundamental para as pessoas com deficiência. Uma forma de desimpedir esses acessos pode ser a adaptação razoável, conceito apresentado na Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, de 2006. A adaptação razoável é indicada para a adequação de espaços, produtos e serviços. A leitura do texto a seguir, publicado na página do Grupo Vozes, Empoderamento e Inclusão das Pessoas com Deficiência, pode elucidar o conceito. (Marília Araújo)

sábado, 12 de dezembro de 2015

Educação é direito de todos


Descrição para cegos: a imagem mostra carteiras enfileiradas numa sala de aula.
Por Marília Araújo
Um dos grandes desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência é a luta pelo acesso ao ensino regular. Assegurar a todos a igualdade de condições para o acesso à escola e a permanência nela, sem discriminação, é um princípio que está previsto na Constituição desde 1988, porém o processo de inclusão tem encontrado muitas barreiras no tocante à educação.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

III Colóquio sobre Direitos da Pessoa com Deficiência – com Windyz Ferreira e Alceni Maria

Descrição para cegos: foto mostra Windyz à esquerda e Alceni à direita, sentadas, e a câmera filmando-as, com elas aparecendo no visor

O III Colóquio sobre Direitos da Pessoa com Deficiência foi realizado no dia 1º de dezembro pela turma de Jornalismo e Cidadania do Curso de Jornalismo na UFPB. As convidadas foram a professora Windyz Brazão Ferreira e a pedagoga Alceni Maria da Silva, que tem visão subnormal e é servidora da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência da Paraíba (Funad). O colóquio foi organizado por Gabriela Garcia, Luiz Lambert, Marília Araújo e Marília Cordeiro.

Assista ao colóquio a seguir:

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Dia de quê?

Descrição para cegos: ilustração mostra o mapa mundi com o símbolo da ONU sobreposto, ambos na cor azul. Atrás encontra-se o símbolo da Justiça, a balança, nas cores do arco-íris. À esquerda e à direita da balança está o Símbolo Internacional de Acesso, representado por uma pessoa em cadeira de rodas, também nas cores do arco-íris. Ao centro, há detalhes na forma da letra "S" na cor verde.
Por Marília Araújo

Por decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU)de 14 de outubro de 1992, o 3 de dezembro foi instituído como o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. A principal ideia dessa data é refletir sobre as melhores ações para garantir qualidade de vida e dignidade para todas as pessoas que têm algum tipo de deficiência.
Mas além de refletir, é urgente pôr em prática. Um longo caminho ainda precisa ser percorrido para que alcancemos uma sociedade efetivamente inclusiva, ou seja, um lugar com oportunidades para todos, onde cada indivíduo representa igual papel de contribuição para a coletividade.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ação da Confenen para banir crianças com deficiência da escola regular é negada


Descrição para cegos: a imagem mostra vários meninos posando para a foto, sorrindo. Alguns estão fazendo o gesto "paz e amor", com os dedos em forma de "V".
Por Gabriela Garcia

  O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu medida cautelar na Ação de Inconstitucionalidade (ADI) 5357, ajuizada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) contra dispositivos do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) que tratam de obrigações dirigidas às escolas privadas.