A ONG Think Olga disponibiliza, desde o dia 15, a segunda parte do Minimanual do Jornalismo Humanizado. O material, elaborado pela antropóloga Adriana Dias, coordenadora do Comitê Deficiência e Acessibilidade da Associação Brasileira de Antropologia, reúne dicas e exemplos práticos para jornalistas que vão escrever sobre pessoas com deficiência, compilando uma série de orientações para evitar termos e abordagens preconceituosas, além de educar o público em geral a identificar os erros cometidos pela mídia. Confira o manual aqui. (Samuel Amaral).
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Manual orienta mídia sobre pessoas com deficiência
A ONG Think Olga disponibiliza, desde o dia 15, a segunda parte do Minimanual do Jornalismo Humanizado. O material, elaborado pela antropóloga Adriana Dias, coordenadora do Comitê Deficiência e Acessibilidade da Associação Brasileira de Antropologia, reúne dicas e exemplos práticos para jornalistas que vão escrever sobre pessoas com deficiência, compilando uma série de orientações para evitar termos e abordagens preconceituosas, além de educar o público em geral a identificar os erros cometidos pela mídia. Confira o manual aqui. (Samuel Amaral).
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quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é destaque
O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, transcorrido no último dia 21, contou com diversas ações em diferentes espaços e campi da UFPB. O evento, promovido pelo CIA - Comitê de Inclusão e Acessibilidade da universidade - foi destaque no programa Espaço Inclusivo, da Web-Rádio Porto do Capim, que foi ao ar segunda-feira. O repórter Otto de Sousa fez uma ampla cobertura das atividades. O programa contou com entrevistas das professoras Sandra Santiago e Andreza Polia, da coordenação do CIA e apresentações musicais dos músicos com deficiência visual Biu Marte e Júnior Baiano e do grupo de flauta, voz e violão do Instituto dos Cegos da Paraíba. Ouça o programa na íntegra clicando no player abaixo. (Samuel Amaral)
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Moda inclusiva para pessoas com deficiência
Diante das dificuldades encontradas pelas pessoas com deficiência para achar roupas em lojas, além da falta de informações da indústria sobre esse tipo de consumidor, a estilista e cadeirante Michele Simões criou o projeto Meu corpo é real, que propõe estabelecer uma ponte entre o consumidor e a indústria através de informações mais adequadas. Através de um minidocumentário, da realização do ‘Fashion Day Inclusivo’ e de depoimentos na página do Instagram, o projeto discute o acesso físico às lojas, o preparo dos atendentes, o desenvolvimento de peças mais funcionais, além de fomentar soluções para tornar a moda desse público mais prática. Confira a reportagem completa no Hypeness. (Jéssica Xavier)
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quarta-feira, 21 de setembro de 2016
21 de setembro: dia de luta
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| Descrição para cegos: foto mostra detalhe de um cadeirante em sua cadeira. Na imagem aparecem apenas uma pequena parte da roda, sobre a qual repousa uma mão , e uma parte da coxa sobre o assento. |
Hoje, 21 de setembro, é o
Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Propositalmente, esta data coincide
com o Dia da Árvore, buscando, com isso, o simbolismo do reflorir que vem com a
Primavera, que se inicia daqui a dois dias. Assim como as plantas se renovam
nesta estação, o movimento em defesa das pessoas com deficiência vê, na data,
oportunidade de reagrupar as forças para continuar lutando até que todas as
barreiras excludentes sejam derrubadas. A propósito da data, o site Vida+Livre publicou artigo do seu
repórter Daniel Limas que traz a relação das leis promulgadas em benefício da
pessoa com deficiência, a que poderíamos também chamar de lista das conquistas
das lutas da pessoa com deficiência. Confira o artigo clicando aqui.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Pesquisa propõe cinema para deficientes visuais
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| Descrição para cegos: desenho de uma mulher deficiente visual com óculos escuros. Em uma mão leva a bengala e um par de ingressos e com a outra mão segura um pacote de pipoca. |
O publicitário Diego Normandi realizou um estudo que permitiu entender como seria um cinema para os deficientes visuais. A pesquisa elaborou uma proposta de serviço cinematográfico compatível com as necessidades dos usuários com deficiência, possibilitando a eles uma experiência acessível e inclusiva. Para o publicitário, é necessário que as cadeias de produção, distribuição e divulgação se adequem ao uso de ferramentas de áudio-descrição. Reportagem completa no site Ciência na Rua. (Jéssica Xavier)
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
A inclusão em debate
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| Descrição para cegos: a foto mostra Izaura Maria usando muleta no braço direito. Ela está em frente ao prédio do Centro de Educação, cuja placa se vê acima da professora. |
Por Samuel Amaral
O projeto A Inclusão se faz assim!, coordenado pela professora Izaura Maria de
Andrade da Silva (Departamento de Habilitações Pedagógicas da UFPB), com a
colaboração da professora Sandra Santiago (DHP-UFPB), está promovendo rodas de
conversa sobre a inclusão de estudantes com deficiência. A primeira ocorreu no
dia 26 de agosto, tendo como tema Surdez e Libras, tendo como convidados Sandra
Santiago (UFPB), Enio Affonso (Funad) e Huynara Martins (Funad).
Outras três rodas de conversa ocorrerão
respectivamente neste mês, em outubro e em novembro (veja a programação no
final).
O projeto tem o objetivo de sensibilizar e
despertar nos alunos o interesse pela área de Educação Especial, visando à
construção de uma “escola para todos, que respeita as diferenças, que acolhe as
diferenças”, segundo Izaura.
- Esse projeto nasceu de uma pesquisa que
constatou que nenhuma licenciatura (com exceção das de Dança e Educação Física)
tem disciplinas voltadas para a capacitação do trabalho com educação inclusiva”
– explica a professora.
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sábado, 27 de agosto de 2016
As tecnologias assistivas a serviço da inclusão
Promovendo
a Acessibilidade às pessoas com deficiência através das Tecnologias Assistivas foi
o tema de uma das palestras ocorridas na manhã de ontem (26) na Feira de
Inovação e Tecnologia Expotec. Foi ministrada pela professora Ana Flávia
Coutinho, da UFPB.
A palestrante citou dados do Censo 2010,
de que há mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o que representa
24% da população. Isso significa que “temos um universo de pessoas com
deficiência em nossa sociedade e que ela precisa ser inclusiva. A gente precisa
pensar iniciativas que envolvam todas as pessoas”, segundo professora Ana
Flávia.
A adequação dos espaços públicos e
privados para acolher as pessoas com deficiência é uma dessas iniciativas,
afirma a professora. “A pessoa com deficiência não é deficiente, quem é
deficiente é o ambiente! O ambiente é que tem que se mudar para que todas as
pessoas sejam incluídas”, afirmou.
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terça-feira, 23 de agosto de 2016
Curta retrata infância de menina com paralisia cerebral
Por Jéssica Xavier
O livro infantil Por Que Heloísa?, da publicitária Cristiana Soares ganhou vida nas telas e se tornou filme. O curta-metragem conta a história de uma garota de 6 anos com paralisia cerebral chamada Heloísa que encara o início de sua vida escolar. O filme é baseado em uma história real e foi realizado pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e pela TV Cultura de São Paulo.
- O projeto transmidiático Por que Heloísa? foi concebido com a
intenção de gerar a reflexão coletiva. Como podemos mudar nossa forma de olhar
as questões relacionadas à deficiência e à existência humana e colaborar, na
prática, para tornar o mundo melhor para todos? - indaga a autora.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2016
O que é ser deficiente para você?
| Descrição para cegos: mãos com terra. Em uma delas, uma pequena flor amarela se destaca. |
Por Rebeka Akber
Eu nunca vi a luz do sol, nunca pude
contemplar o mar, nem minha mãezinha a quem tanto amo, pude sua graça e doçura
enxergar. Nasci cego, e foram tantas as vezes que me considerei incapacitado, e
desejei não ter nascido. Fiz até mais que isso, desejei ter nascido surdo
também, para não ter que ouvir minha família chorar nas incontáveis vezes que
eu fiz cirurgias, para tentar ao menos vultos enxergar, e que nunca deram
resultados. Rezei, chorei, implorei.
Mas certo dia, e, diga-se de passagem,
um lindo dia, aceitei e compreendi. Pedi para que minha mãe me levasse à praça
de nosso bairro, e ela, como de costume, deixou-me lá e retornou para nossa
casa, para continuar seus afazeres. Minha mãe foi e ali estava eu sentado, sentindo
apenas o vento bater em meu rosto, em pensamentos distantes, senti que alguém
se aproximava. Pensei que minha mãe havia retornado. Foi quando uma linda
garotinha, sim tenho certeza de que ela deve ser linda, pois sua alma deve
ser tão bela quanto seus pequenos traços, se apresentou.
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Pessoas com deficiência intelectual já podem casar
Em
janeiro foram aprovadas algumas mudanças no Estatuto da Pessoa com Deficiência,
e em uma dessas alterações os impedimentos para o casamento de pessoas com
deficiência intelectual foram anulados. Antes, o processo para a união levava
meses e enfrentava muita burocracia, sendo necessário autorização dos pais e
liberação judicial. Com a nova regulamentação, os noivos agora podem
oficializar o matrimônio no cartório como qualquer outro casal, sem obstáculos.
Reportagem completa no site da Agência Senado. (Jéssica Xavier)
domingo, 14 de agosto de 2016
Mesa discutiu o acesso à leitura na era digital
Por Samuel Amaral
Pessoas
com Deficiência e o acesso à leitura na era digital foi
o tema que norteou as discussões na tarde da quinta-feira (11) no I Seminário Paraibano sobre
Acessibilidade ao Livro e à Leitura, realizado no âmbito do projeto Agosto
das Letras 2016. Integraram a mesa as professoras Joana Belarmino e Sandra
Santiago, da UFPB; Perla Assunção, representante da Fundação Dorina Nowill; Antônio
Muniz, presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB); e Helosman
de Oliveira, representante da Funad (Fundação de Apoio ao Deficiente).
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sábado, 13 de agosto de 2016
Agosto das Letras teve seminário de leitura e acessibilidade
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| Descrição para cegos: foto mostra a professora Joana Belarmino na mesa do debate. |
Por William Veras
O
Espaço Cultural José Lins do Rego recebeu na última quinta-feira o I Seminário
Sobre Acessibilidade ao Livro e à Leitura, que objetivou levantar discussões
sobre os mecanismos de acesso à leitura em todos os formatos, bem como o debate
sobre o acesso das pessoas com deficiência visual a determinados materiais, que
muitas vezes sofrem interferências por causa de problemas relacionados a direitos
autorais, falta de compromisso do mercado editorial em produzir livros
acessíveis para todos, dentre outros assuntos.
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
O mundo da fotografia é possível para quem não enxerga?
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| Descrição para cegos: foto em preto e branco mostra uma bicicleta com aves voando ao seu lado. A cena da a impressão de que a bicicleta anda ao lado dos pássaros, da direita para a esquerda. |
Por William Veras
Hoje é comum tirarmos fotografias;
desde muito pequenos, somos estimulados a capturar imagens, e logo cedo
ganhamos diversas oportunidades de fotografar. Mas você já parou para pensar em
uma pessoa cega fotografando? Será que isso é possível?
Resolvemos fazer uma pesquisa entre
algumas pessoas com deficiência visual e, para nossa surpresa, descobrimos que
essa possibilidade é real, inclusive treinada através de cursos de fotografias
específicos para pessoas cegas.
Mas, antes, saiba o que diz uma
profissional do ramo da fotografia a respeito.
A fotógrafa Marcele Martineis, 12 anos
no ramo, e trabalhando profissionalmente a quatro na fotografia, nos relatou
algumas coisas que podem ajudar na abertura deste debate. Segundo Marcele, a
fotografia é simplesmente a captura de emoções. Emoções estas que podem ser
capturadas em paisagens, na natureza em geral, no canto dos pássaros, e todas
as demais coisas que atraem o olhar e a emoção.
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Inserção ou inclusão?
Por Samuel Amaral
Muita gente pode pensar que são sinônimos,
mas na grande maioria das vezes, inserir
pessoas com deficiência no mercado de trabalho não representa incluí-las na sociedade.
A Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência
já existe há mais de 25 anos e assegura a inserção dessa parte da população no
mercado de trabalho. Ela determina que empresas com mais de 100 empregados devem
reservar porcentuais mínimos de vagas para pessoas com deficiência no seu
quadro de funcionários: de 2 a 5% nas que contam com até 200 funcionários; 3%
em empresas que têm de 201 a 500 funcionários; e 4% para as que dispõem de 501
a 1000 postos de trabalho. No entanto, segundo dados do Ministério do Trabalho,
dos 45,6 milhões de deficientes brasileiros, apenas 306 mil encontram-se em
algum tipo de atividade formal.
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