sexta-feira, 29 de maio de 2015

Ensino de Matemática para deficientes

Descrição para cegos: na imagem há uma equação matemática escrita em um papel branco e, ao lado, a ponta de um lápis grafite.
Disciplina optativa oferecida no curso de Licenciatura em Matemática da USP propõe uma nova abordagem metodológica para o ensino a pessoas com deficiência. Recriar a maneira de ensinar é uma ação que busca a inclusão de alunos especiais nas escolas. (Luiz Lambert)


Curso recria ensino de matemática para pessoas com deficiência


Por Jéssica Gonsalves
“O dever mais difícil pra você, qual é? – Matemática.

Tem muitas contas pra resolver? – Sempre.”

Lucas Braga, de cinco anos de idade, não é o único que tem medo da matemática. Só de pensar em números, fórmulas e contas, muita gente fica de cabelo em pé. E as tarefas podem ser ainda mais difíceis pra pessoas com deficiência.


Por isso, os coordenadores do curso de Licenciatura em Matemática da USP, Universidade de São Paulo, criaram uma disciplina optativa que orienta o futuro professor a desenvolver conteúdos escolares para estudantes com necessidades especiais.

A disciplina é oferecida desde 2012 durante um semestre no ano. Segundo a professora Miriam Utsumi, pesquisadora do ICMC, Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, quase cinquenta alunos já passaram pela capacitação.

A estudante Joice Obata, que tem deficiência auditiva, fez a disciplina de ensino de matemática para alunos com necessidades especiais no ano passado. Atualmente ela é bolsista e faz as disciplinas de estágio.

Em 2001, o CNE, Conselho Nacional de Educação, estabeleceu uma regra que obriga as escolas de ensino regular a aceitarem todos os alunos que quiserem se matricular, tendo ou não necessidades especiais.

Para a Vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal, Olívia Danielle, faltam preparo e infraestrutura em muitas instituições de ensino.

Segundo o Ministério da Educação, quase 650 mil alunos com deficiência visual, auditiva, física ou transtornos globais do desenvolvimento estudam em classes comuns da educação básica em mais de cinco mil municípios brasileiros. Na educação superior são 30 mil estudantes matriculados em cursos de graduação.

Fonte: Rádio Agencia Nacional

http://radioagencianacional.ebc.com.br/educacao/audio/2015-05/curso-da-usp-orienta-alunos-sobre-ensino-da-matematica-para-pessoas-com

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